Estamos perdendo os valores patrióticos em nosso dia a dia, com notícias de escândalos de corrupções com políticos pelos qual o povo confiou.. Só vemos a nossa Bandeira em flâmula quando os nossos atletas vão competir a algum torneio internacional, motiva o povo brasileiro a criarem várias formas de objetos com cores nacionais. Representando o símbolo maior que é a Bandeira Nacional.
Os estudantes já não têm mais a obrigatoriedade nas escolas de saudação a Bandeira, nem sabem cantar o Hino. Os tempos mudaram ou os nossos valores desapareceram? O respeito e o amor á Pátria representam o perfil do cidadão em qualquer nação mesmo áqueles menos culto. Leia abaixo o que disse um cronista Sílio Boccanera Jr.
“O ato de respeito a nossa Bandeira foi criado pelo Decreto de 19 de novembro de 1889, instituindo a atual bandeira brasileira, e o de nº 12.715 de 17 de novembro de 1917, considerado esse dia feriado nacional.
Perdeu o povo brasileiro o feriado, mas as comemorações se restringiram aos órgãos militares e governamentais, não como fôra no passado em que o povo e as igrejas comemoravam com muito mais patriotismo e fé.
O saudoso poeta Olavo Bilac, a propósito de um ato do Prefeito do Distrito Federal, (era no Rio de Janeiro) determinando que nas escolas primárias os professores fizessem figurar todos os dias, entre outras disciplinas, uma saudação dirigida á Bandeira Nacional, escreveu interessante crônica no Kosmos, da qual destacamos para aqui, disse o poeta: “ É um ato que tem uma alta significação, e que vai influir, notavelmente, no espírito dos nossos jovens em belas lições de amor à Pátria, pelo respeito, veneração e religioso culto ao sagrado símbolo.
Bem sei que não é somente esse ato escolar e cívico que pode provar o patriotismo de alguém ou de um povo. Mas convém não esquecer que toda a vida social é feita de convenções. Os gestos e as palavras são as expressões dos sentimentos. Sem gestos e sem palavras as idéias morrerem ao nascer, sem comunicação e sem proveito. O aperto de mão, o abraço, o sorriso, o choro, o beijo, tudo é gesto, tudo é convenção, tudo é formulas. E, sem esses gestos; sem essas convenções e essas formulas, não havia troca de idéias nem sentimentos. Não há católico praticante, que ao passar por
uma igreja, não tire o chapéu e ou não tenha o chapéu faça o sinal da cruz; ninguém assiste ao desfilar de uma procissão sem fazer esse gesto, que vale por uma afirmação pública de respeito: E aqueles mesmos que não têm crenças, acompanham os crentes nessa demonstração – porque todo homem bem educado compreende que tem o dever de não ofender as crenças alheias.
Numa sacada da casa, num correto, numa bandeirola festivo de edifícios ou rua, a Bandeira é apenas um ornamento, mas no centro de um batalhão, ela é a própria idéia da Pátria, é a própria Pátria, presente em espírito e em forma.”
(Fonte do livro: “Bandeiras Gloriosas” autor: Sílio Boccanera Jr. Extraído do Instituo Geográfico e Histórico da Bahia e da Academia de Pernambuco de Letras. – Ba. 1927.)
Eu Álvaro Bento Marques, baiano, soteropolitano, sempre amei a terra em que nasci, mesmo quando passei por regimes ditatoriais, planos econômicos perversos e períodos difíceis de viver dignamente não deixei de amar o Brasil e mantive a certeza de dias melhores virão. Sei que, para melhor estamos caminhando tudo depende da honestidade do homem público e de moral ilibado com muito amor á Pátria e a sua Bandeira.
O CAÇADOR SÓ RESPEITA A PRESA QUANDO ELA A ENFRENTA.
Autor: Álvaro Bento Marques
SSA, 28.08.2010