quinta-feira, 29 de agosto de 2013

GRITO ABAFADO - MENSAGEM






GRITO ABAFADO – MENSAGEM
( para uma amiga)



Dentro de você há uma voz no silêncio abafado esperando a hora de gritar. Pode pra fora a arte que tem dentro de você e verás outra dimensão de viver.
Libertar o que temos dentro de nós requer em alguns casos abnegações em padrões familiares e sociais. Revelamos em determinados momentos de alegria ou tristeza, vingança e ódio, violência, dor e contemplação no amor. O ser humano é complexo, mas a maioria busca sempre o melhor pra si mesmo. No entanto, em meios de tantas dificuldades existem pessoas que amam e sofrem por outros que nem conhecem.
Suas qualidades seus familiares e amigos sabem o que eles ignoram é o que tem dentro de você. Seu caráter e o modo de ser são simples, é visível, é único. Nós nunca vamos mudar o que a vida nos oferece, mas podemos substituir o comportamento e padrões éticos para sentir o novo viver. Não se deixar levar por ser difícil e não aceite temores, liberte desse e mais aquele para acrescentar mais acertos. Faltam-lhe motivações em companhia. Seu futuro está na sua vontade de vencer. Pense, analise e escreva na página em branco da sua vida. Você é que faz a sua História.



Álvaro B. Marques.


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

DANÇA - ENTRECHO

DANÇA



O corpo dança e rasga a roupa
É corpo sem roupa com brilho no corpo
A beleza do corpo mostra a pele sem roupa
É tinta pintada é visto de roupa.
É dança macabra é dança de louco
Que canta
Que salta
Que mexe o corpo
É corpo que dança
Frenesi na música
O grito do povo
É lobo assustado
É bicho do mato
Que corre assanhado.
O pano cai
Cobre o copo
 Revela a roupa no corpo
A pele não gosta da roupa.
Começa a coçar o pano no corpo.
E rasga em gritos a roupa.
No chão fica o trapo da roupa
Mostra a pele á luz no corpo
Exclamam; bonita, cheirosa e gostosa...
É pele sem roupa que aparece luzente
Mostrando desejos no corpo presente.
O corpo bem feito lascivo indecente.
A música cantada nas vozes contente
São coisas da vida na noite alegre de gente
Que aplaude com flores rubescente.
A bailarina faz a dança crescente.


Com véu, com graça, com língua e dente.
Os homens vibram de emoções tangentes
No ar, nas cores, nos sons presente.
É gritos onipotente
É som que não para a viola vigente
Com música intransigente.
As luzes apagam com os gritos dos presentes
A bailarina some do quadro de luz incandescente
Volta depois num fecho fosforescente
Novos vozeirões ressoam no Bis
O corpo  dança em ritmo frequente
Volúpia até o amanhecer do sol nascente
É quando os homens saem em passos incontinente
Fim da noite início do dia.
Silêncio na rua.
Outras luzes, outras cores, outro ar.
A vida é a mesma com roupa ou sem roupa na vida da gente.



Álvaro B. Marques