quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

O TESTAMENTO DO PADRE DIOGO ANTONIO FEIJÓ

Alguns escritores biógrafos, escreveram sob a vida do padre Diogo Antonio Feijó e afirmaram que ele “ já velho e pobre, obteve uma pensão anual de 4:000$000 mil réis e pouco se utilizou, logo depois morreu”. No entanto, Octávio Tarquínio de Sousa, historiador, biógrafo, jornalista e escritor brasileiro. Nascido no Rio de Janeiro em 7 de setembro de 1889 e morreu em 22 de dezembro de 1959. Formado em Direito especialista em biografias de personalidades que se destacaram no movimento pela Independência nos conta na sua obra coleção “História dos Fundadores do Império” dentre outros, está a biografia “ Diogo Antonio Feijó + 1784-1843” consta o testamento, leia-se na íntegra: “ O padre Diogo Antonio Feijó, teve como herança dos familiares uma boa soma de dinheiro e um escravo de nome Agostinho em 1804, juntamente com um agregado chamado Modesto, para lhe servir e fazer companhia. Quando passou a ser reverendo já tinha 12 escravos incluso o Agostinho. Nesta época, Diogo Feijó tinha 21 anos, morando com dois menores em uma chácara. Assim faço rever sua breve história.
Foi professor de Gramática Latina de 1ª letras e Português, subdiácono, padre, lavrador, senhor de engenho, deputado em Lisboa, Ministro de Justiça, senador vitalício depois Regente.
Acompanhemos a narrativa o que diz Diogo Antonio Feijó no seu testamento datado de 3 de março de 1835 – referente a seus escravos: “ Deixo forro todos os meus escravos crioulos de maior idade e a Evaristo e sua mulher, a Eustáquio e Eusébio e as mulheres destes. Querubina e Antonia ficarão forras da data desde aos cinco anos. Todos os mais escravos havidos e por haver serão forros logo que completem vinte e cinco anos. A todos dará minha herdeira no momento de sua liberdade cem mil-réis; e aquele que ainda têm de esperar o prazo, aqui marcado, dará além dos cem mil-réis, o prémio de dois por cento anual dessa quantia. Os que ainda ficam escravos e só poderão estar em companhia e serviço de minha herdeira; e somente serão alugados ou emprestados a pessoas da escolha dos mesmos e mesmo assim, poderão retirar-se para outra pessoa se essa pessoa os maltratar. Esta mesma disposição terão lugar depois da morte de minha herdeira, quando ainda algum escravo tenha de preencher o prazo para libertar-se. Declaro que qualquer filho de escrava, ainda depois de minha morte e antes de libertar-se da mãe, será livre desde o seu nascimento. Os pais das crianças terão todo o cômodo e tempo necessário para os criar e poderão conserva-lo depois de criado, aonde quiserem. Declaro mais, que só o carpinteiro Benedito fica excluído dos cem mil-réis por já ter meios de subsistência. Fica pertencendo à minha herdeira os serviços dos que ainda ficam escravos e todos os meus bens que possuo. Declaro que a liberdade que dou aos escravos, não é benefício, é obrigação que me impus, prometida há muito, e aos mesmos que aceitaram a liberdade, a eles e a seus filhos. Rogo a mesma, minha herdeira e ao Dr. Padre Miguel Arcanjo Ribeiro de Camargo, queiram ser testamenteiros e dar execução a esta minha última vontade dentro de dois anos da data deste. Rogo as justiças queiram assim cumprir. São Paulo, 3 de março de 1835”
Instituiu sua única herdeira a D. Maria Justina de Camargo, mas em sua falta (morte) contempla a sua sobrinha, filha de sua irmã Manuela Francisca de Jesus Feijó. Esta irmã vêm a ser filha do padre Félix Antonio Feijó e de Maria Joaquina de Carvalho que por sua vez é irmã de Maria Justina de Camargo.
Ocupando mais da metade do testamento, a sorte dos escravos e dos filhos destes, regulada minuciosamente, num espírito de quem vivia numa sociedade baseada a sua economia no trabalho servil, no mais íntimo e no melhor dos seus sentimentos se revoltava contra a horrível instituição: “ a liberdade que dou a meus escravos não é benefício, é obrigação que me impus”. Só essas palavras encerra o homem que foi e que nascerá outro com igual espírito humanitário, só daqui a milênios. Com esse pensamento morreu o padre Diogo Antonio Feijó em 1843.”
A Feijó coube a glória de como Ministro da Justiça do gabinete de 16 de junho de 1831, assinar a célebre lei de 7 de novembro do mesmo ano, declarando: “ que todos os escravos, que entrassem no território ou nos portos do Brasil, vindos de fora, ficarão livres”. Foi também um ardoroso defensor do celibato e por isso e mais seus ideais liberais colocaram no exílio, preso em Sorocaba/São Paulo, livre depois de meses e volta para as suas atividades.
Este texto não é uma biografia do padre Diogo Antonio Feijó, mas não posso deixar de escrever alguns dos fatos marcantes da sua vida bastante agitada e gloriosa. Entretanto, não posso acreditar que um padre que foi professor, deputado, ministro, regente, lavrador com engenho, teve que ficar pobre a ponte de solicitar da Assembléia uma pensão para os sustentos. Não teve mulher e nem filhos para manter economicamente, não tinha vícios e nem era sovina. Por tudo isso, acredito nas palavras do seu testamento e a comprovação do biografo Otávio Tarquínio de Sousa na vida de Diogo Antonio Feijó.

Trabalho de pesquisa de Álvaro B. Marques.

sábado, 27 de novembro de 2010

ESPERO

Pouco importa o que escrevo se é certo ou errado
Bonito ou feio.
Frases saídas em momento do meu puro sentimento.
A dor que passa mostra com palavras o real valor do sentir.
A alegria quando passa não dura mais que o sabor e deixa
Um enorme vazio.
Como a felicidade dependesse um pouco da melancolia.
Deixo passar o véu da tristeza.
Vai, vai tristeza... não fique exposta como a ave na mira do caçador.
Deixa-me criar asas no sonho ou na realidade.
Faço que a bondade prevaleça
Enquanto espero lamento o sofrer
Pós ainda busco um bem melhor.
No afã dos meus anseios pensamento idos e vindos
Passam velozmente levando tudo que não vincou.
Misericórdia, misericórdia...
Álvaro B. Marques
SSA, 24 de set. 2010.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

AS JÓIAS DA VISCONDESSA

A história tem fundamentos reais, aconteceu na época da escravidão. O nome da viscondessa ficou em segredo, mas o acontecimento ganhou repercussão nas rodinhas dos abolicionistas nas ruas estreitas de Salvador.

“A senhora viscondessa possuía uma escrava mulatinha clara, que desde o berço criara com mimos. Segredavam-se até que era filha do marido. Deu-se apurada educação, mandando-lhe ensinar piano e prendas domésticas. Andava bem vestida, bem calçada, fazendo e desfazendo em casa e ninguém dizia ser sua condição de escrava. Mas a vida está tão cheia de emboscada do destino!..Encontravam-se sob a sua guarda às jóias da senhora viscondessa, eram muitas e valiosíssimas. De uma feita, preparando-se a viscondessa para ir a um baile de grande acontecimento ( chegada de estrangeiros) no qual ostentaria as suas mais custosas gemas, pediu à rapariga determinado saquinho de veludo, onde se encontravam os adereços que deveriam adorná-la naquela noite. Voltou a mulatinha anunciando não o haver encontrado, impossível diz a viscondessa. Quando da vez anterior, saíra com essas jóias, regressando à casa, colocando-as dentro do saquinho, deixando-o em cima do toucador ? Não o apanhara ? Observou-lhe a jovem, que em tal dia, nada encontrara sobre o móvel indicado, julgando até que, a senhora tivesse ido guardar às jóias em pessoa como da outra vez. Voltando a procurá-lo no cofre onde estavam todos os adornos da fidalga, fez-se em vão. Remexeu-se a casa de cima para baixo, não ficando um só lugar sem conferir. Mas o decantado saquinho de veludo não foi encontrado.

Acabou a viscondessa por desconfiar da cria. Nos seus aposentos reservados não entravam senão elas duas. Não havia meninos em casa. Deixara as jóias sobre o tocador, era noite alta. Se as jóias tivessem amanhecido no mesmo lugar teria visto. Quem pois, tiraria dali em tais circunstâncias ? Logo tinha a rapariga que lhe dar conta dos seus brilhantes, dos seus rubis, e outras pedras de alto valor. Chamou-a, metendo-a em confissão. A moça, custando a acreditar na atitude da senhora, ficou atônita, a principio hesitando, mesmo em responder à acusação da senhora, mas bem depressa cobrou ânimo, negando firmemente que houvesse sonegado às jóias. A viscondessa, porém, estava irredutível. As suas pedras, o seu ouro, dizia , haviam sido desencaminhados pela cria de estimação, não valendo a esta nem pratos, nem os mais veementes apelos ao coração da senhora, á estima que a mesma dedicava. Mandou-lhe a fidalga aplicar uma dúzia de bolos, bem puxados, com as mãos postas sobre uma mesa, que lhe deixara sangrando e inchadas, parecendo luvas grelhadas. Isso feito degradou-a para a cozinha, para o meio da escravaria, recomendando que a tratassem como sua parceira. E dias depois, para completar a punição, vendeu-a a um velhaco sádico que andava sempre à cata de peças novinhas para satisfazer seus interesses torpes. Do seu poder, passou a venda para outro senhor, que em maldade seria capaz de pegar corrida com o diabo. Nunca mais cessou seu infortúnio e de amaldiçoar o dia em que nascera, a tantos e tão duros maus tratos e humilhações viu-se submetida.

Meses passaram, e chegou há três anos. Certo dia, incomodada com o barulho ensurdecedor que os ratos faziam no forro da casa, a viscondessa ordenou a um escravo que fosse ali proceder a uma limpeza. Retirou o negro um montão de trapos, ossos, espinhas de peixe, não sei quantas coisas mais, até calçados velhos e no meio daquele lixo todo estava o saquinho de veludo, logo o negro apressou-se em levar à sinhá (senhora) viscondessa. Ela quando viu ficou espantada, abrindo-o, encontrou sem faltar uma só das jóias que deram caso a infelicidade da mulatinha de sua estimação.

Profundamente culpada da clamorosa injustiça que cometera, entendeu de reparar o quanto mais rápido possível. Mandou um emissário procurar o atual dono da mulatinha, e pediu que ela viesse a sua presença. Chegou com o emissário a rapariga, suja, roupas em farrapos, descalça, cabelos em desalinho, acabada de sofrimentos morais e físicos em trabalhos rudes em que não fora acostumada; uma imagem que encheria de dó o mais incompreensível coração. Baixou o rosto perante a senhora, quem em dias idos, olhara como mãe, represando as lágrimas que rápida peregrinação subjetiva lembrou do seu feliz passado provocara, afim de não parecer que implorava misericórdia.

Então a viscondessa, referindo-lhe o achado do saquinho de jóias propõe comprá-la e alforriá-la, garantindo dar ao senhor o quanto este exigisse, e prometendo-lhe compensações e outras reparações do muito que sofrera sem merecer. Pois, aquela criatura que a dor exigiu com requinte inquisitório, encarou resolutamente a causadora da sua imensa desdita, os olhos a chisparam de altivo desdém, respondendo-lhe numa única palavra: Não ! E voltou a cumprir o seu negro fadário.”

(Fonte da narrativa de João da Silva Campos no seu livro: Tradições Baianas –Transcrito na Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia – nº 56 pág.475/476)

MEUS COMENTÁRIOS:

A viscondessa cega em sua vaidade, em seu egoísmo e no seu amor próprio ferido, não avaliou os sentimentos humanos e nem o seu lado tão cristã a qual devotara a Deus. Porque naquela época os portugueses já vinham de Portugal com o fanatismo da religião

católica e não enxergavam o meio termo para aqueles seus subordinados escravos. Tudo o senhor ou senhora podiam fazer com os escravos e não existia nenhuma lei de proteção para os cativos. A dor maior da escrava não foi a dor física, foi a dor moral que subitamente apareceu sem ela saber que existia. Com dignidade ela disse “NÃO” porque não poderia aceitar mais ver o seu algoz em lembranças dos sofrimentos que certamente voltariam a ter dia a dia. Preferiu compartilhar com seus irmãos de infortúnios.

Nem todos sabem fazer justiça após seus próprios erros. A consciência revela em cada um dois pesos e uma medida, que só pode ser avaliada por outra pessoa que seja sem mácula e com raras virtudes.

Álvaro B. Marques.

SSA, 30.08.2010

sábado, 28 de agosto de 2010

A NOSSA BANDEIRA

Estamos perdendo os valores patrióticos em nosso dia a dia, com notícias de escândalos de corrupções com políticos pelos qual o povo confiou.. Só vemos a nossa Bandeira em flâmula quando os nossos atletas vão competir a algum torneio internacional, motiva o povo brasileiro a criarem várias formas de objetos com cores nacionais. Representando o símbolo maior que é a Bandeira Nacional.

Os estudantes já não têm mais a obrigatoriedade nas escolas de saudação a Bandeira, nem sabem cantar o Hino. Os tempos mudaram ou os nossos valores desapareceram? O respeito e o amor á Pátria representam o perfil do cidadão em qualquer nação mesmo áqueles menos culto. Leia abaixo o que disse um cronista Sílio Boccanera Jr.

“O ato de respeito a nossa Bandeira foi criado pelo Decreto de 19 de novembro de 1889, instituindo a atual bandeira brasileira, e o de nº 12.715 de 17 de novembro de 1917, considerado esse dia feriado nacional.

Perdeu o povo brasileiro o feriado, mas as comemorações se restringiram aos órgãos militares e governamentais, não como fôra no passado em que o povo e as igrejas comemoravam com muito mais patriotismo e fé.

O saudoso poeta Olavo Bilac, a propósito de um ato do Prefeito do Distrito Federal, (era no Rio de Janeiro) determinando que nas escolas primárias os professores fizessem figurar todos os dias, entre outras disciplinas, uma saudação dirigida á Bandeira Nacional, escreveu interessante crônica no Kosmos, da qual destacamos para aqui, disse o poeta: “ É um ato que tem uma alta significação, e que vai influir, notavelmente, no espírito dos nossos jovens em belas lições de amor à Pátria, pelo respeito, veneração e religioso culto ao sagrado símbolo.

Bem sei que não é somente esse ato escolar e cívico que pode provar o patriotismo de alguém ou de um povo. Mas convém não esquecer que toda a vida social é feita de convenções. Os gestos e as palavras são as expressões dos sentimentos. Sem gestos e sem palavras as idéias morrerem ao nascer, sem comunicação e sem proveito. O aperto de mão, o abraço, o sorriso, o choro, o beijo, tudo é gesto, tudo é convenção, tudo é formulas. E, sem esses gestos; sem essas convenções e essas formulas, não havia troca de idéias nem sentimentos. Não há católico praticante, que ao passar por

uma igreja, não tire o chapéu e ou não tenha o chapéu faça o sinal da cruz; ninguém assiste ao desfilar de uma procissão sem fazer esse gesto, que vale por uma afirmação pública de respeito: E aqueles mesmos que não têm crenças, acompanham os crentes nessa demonstração – porque todo homem bem educado compreende que tem o dever de não ofender as crenças alheias.

Numa sacada da casa, num correto, numa bandeirola festivo de edifícios ou rua, a Bandeira é apenas um ornamento, mas no centro de um batalhão, ela é a própria idéia da Pátria, é a própria Pátria, presente em espírito e em forma.”

(Fonte do livro: “Bandeiras Gloriosas” autor: Sílio Boccanera Jr. Extraído do Instituo Geográfico e Histórico da Bahia e da Academia de Pernambuco de Letras. – Ba. 1927.)

Eu Álvaro Bento Marques, baiano, soteropolitano, sempre amei a terra em que nasci, mesmo quando passei por regimes ditatoriais, planos econômicos perversos e períodos difíceis de viver dignamente não deixei de amar o Brasil e mantive a certeza de dias melhores virão. Sei que, para melhor estamos caminhando tudo depende da honestidade do homem público e de moral ilibado com muito amor á Pátria e a sua Bandeira.

O CAÇADOR SÓ RESPEITA A PRESA QUANDO ELA A ENFRENTA.

Autor: Álvaro Bento Marques

SSA, 28.08.2010

sábado, 14 de agosto de 2010

PARÁBOLA


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PLUTO – Deus da riqueza. Era filho de Jesião e Demeter. Júpiter o cegou para que ele distribuísse a riqueza indistintamente, sem olhar a quem. Era representado sob a forma de criança com a cornucópia ou como um velho cego carregando a bolsa.
(Fonte extraída do Grande Dicionário da Língua Portuguesa – Histórico) – págs. 859.
CONSELHO AO MAIS JOVEM
Instrui-te, para que possas andar por seus passos na vida e transmite aos teus filhos o saber que é herança que não acaba, direito que não nega, liberdade que não tem limite.
Previne-se na juventude, economizando para a velhice que assim preparas o dia a lâmpada que há de iluminar à noite.
Faça-o sempre com humildade tudo, simplesmente sem submissão que ti humilhe, mas serenamente sem afronte.
Quem sussurra segredos é porque não pode falar alto e as palavras cochichadas na treva são sempre disfarces de idéias que não ousam manifestar ao sol.
Ouça e obedeça aqueles mais experientes os que sempre lhe parecer improvável, porque virá um dia certeza.
Faça valer os direitos que ti confere a Lei, respeitando-a em todos os seus princípios, porque da obediência é que traduz a ordem das cousas e a harmonia no viver.
Faça mesmo que pouco um gesto de caridade sua consciência irá sorrir.
Ame a vida mesmo que ela seja feia.
Álvaro B. Marques.
SSA, 11. 08.2010

sábado, 10 de julho de 2010

MENSAGENS

Vasto campo de saber é a mente humana, armazena o bem e o mal. Produz com a mesma rápidez a essência. Porém, com objetivos bem diferentes.

Mesmo aqueles que têm cultura sente que ainda tem lugar para novos aprendizados e nunca é tarde para aprender. Mas, por outro lado, vejo também que a escolaridade do saber nem sempre satisfaz o ser humano, ajuda na caminhada, mais não preenche como um todo. Fica sempre um lugar vazio esperando um novo aprender ou acontecer.

Aos amigos, sempre estarei atendendo com o mesmo carinho que eu tenho para com as crianças e idosos.
Para os amigos, faço e rogo a Deus por sua vida.
Para os amigos, eu sou o mesmo de ontem, de hoje e de sempre.
Eu sou feliz em ter amigos e faço questão do aperto de mão, é um gesto amigo.
Só peço ao nosso boníssimo Senhor que seja a amizade tão longa como o infinito.

Álvaro B. Marques
julho de 2010.

terça-feira, 8 de junho de 2010

MINHA MÃE, ABENÇOI-ME

Afeição, é o mais puro dos sentimentos e quando ele é sentido por Mãe e filho torna-se natural, espontâneo.

Já falaram muitos sobre o amor de filho para com a Mãe e vise verso. Creio que o amor maior é da Mãe para o filho ou (ª) em todos os sentidos, já comprovado em narrativa de fatos verdadeiros. Este amor reclama presença, sacrifícios, abnegação, humildade, justiça, fé em Deus para pedir proteção para o filho ou (ª) é um clamor que saí do peito em grito de dor ou de alegria. É o único sentimento que o filho ou (ª) jamais fará igual em circunstância. Mas a Mãe faz tantas vezes quando for necessário e ele não sei se faz uma vez. É o amor sublime amor.

Será que existe Mãe que não ama o filho ou (ª)? Será que existe filho ou (ª) que não ama a Mãe? É possível ter, neste mundo tão desigual! Em nosso dia a dia lemos e ouvimos nos noticiários fatos chocantes de Mães que abandonam seus filhos em lixos, beira de rios, caixas, praças públicas e no relento, etc. São atos desumanos que estão abaixo da imaginação da vergonha do ser humano. Nem os animais selvagens e irracionais fazem tamanho ato. São pessoas loucas em desespero, não sabem o que fazem, com certeza.

Ainda bem que é uma pequena minoria de mulheres que não sabem o que é o verdadeiro motivo de ser Mãe.

Eu, já idoso, ainda sinto muita falta da minha querida Mãe, sua voz a me chamar e eu a pedir MINHA MÃE, PEÇO SUA BENÇÃO.

Álvaro B. Marques

O HOMEM DE ONTEM E DE HOJE

O homem sempre teve a necessidade de ter um abrigo, proteção para o seu corpo e local para aguardar e armazenar seus alimentos, utensílios domésticos e de trabalhos. Como também, tudo aquilo que ele gostava e podia ter na sua morada. Foi assim que os primitivos homens da idade da pedra viram e pintaram nas pedras e paredes os animais e coisas que eles demonstraram a admiração e lembrança. Ficaram para nós, desenhos rudes nas cavernas e objetos que eles fabricaram de uso pessoais em alguns lugares dos passados milenares em nosso planeta, provando que o homem ali passou e deixou registro das suas artes.

Este sentimento o homem ainda tem, mais sofisticado e mais apaixonado. Os objetos que estão em casa são quase parentes. Eles presenciam nossa história e também guardam nossa memória. Existem pessoas que imaginam a substituição de certos objetos pessoais e terminam acumulando o desnecessário para um pequeno espaço. Maior que seja a casa sempre cabe mais um para a sua admiração, utilidade e lazer. Temem a privacidade ser invadida, cercam-se de segurança, imaginam-se prisioneiros, tudo para a proteção pessoal e material dos objetos. A liberdade é diminuída e o espaço limitado leva o homem a nova criatividade para viver com seus sentimentos ainda chamados de primitivos. O homem evoluiu, mas seus sentimentos permanecem, mesmo que não pareça verdade.

Cada vez mais o homem inventa novos objetos para dentro do seu lar e novas profissões surgem para aperfeiçoar o que foi criado e assim surgiu o Designer, que é uma profissão que projeta os artefatos e hoje existem várias especializações, de acordo com a criatividade. Como por exemplo: design de produto industrial, design de moda, design de interiores, design visual, todos eles são ligados a arte.

O termo deriva, originalmente, de designare, palavra em latim, sendo mais tarde adaptado para o inglês, design. Segundo os projetistas, a lógica seria o nome Projetista Industrial. Mas o termo inglês da a entender sofisticação, é esse o objetivo da criatividade humana.

Vivemos no mundo do consumismo desenfreado onde a lógica deixa de ser lógica e passa a ser incoerente e relevante.

A arte toma corpo no olhar criativo do artista quando ele visualiza a beleza na peça uniforme da madeira ou na pedra. A transformação é criada imediatamente e as mãos obedecem a seus impulsos. A forma, a cor e a beleza mexem com a fantasia do artista.

Em pouco espaço pode-se criar muito em beleza, armônia e formas na mais rústica aparência que seja. Não há limites para a arte humana porque ela está no sentimento mais dócil e do mais agressivo.

O homem não consegue se libertar da sua primitiva origem de ser. Renova-se às criações no universo do pensamento de crer que tudo se aproveita e tudo se renova. Inventar para auxiliar no viver e renovar na maneira de usar é habitual na vida do homem moderno.

Álvaro B. Marques

SSA, 08.07.2009

sábado, 29 de maio de 2010

AS TRÊS FONTES


As três fontes da nossa vida: Amor, Trabalho e Conhecimento sem esses aprendizados a vida não tem sentido.

O amor, sentimento nobre em que se liga a dor e a satisfação, a alegria e a tristeza, o belo e o feio, o certo e o errado.É uma fonte.

O trabalho é o único meio que nos faz ganhar dinheiro para manter a vida. Com amor e conhecimento adquirido.É outra fonte.

O conhecimento eleva o saber, dar mais experiência e determinação. Estar constantemente crescendo. Novos livros são escritos. Livros antigos são revisados. Esta é a fonte da natureza de nossa herança cultural.

São fontes inesgotáveis na existência humana. Que a idade e o tempo oferecem como seja um cálice ao sublime gosto de aprender. E o homem passa a viver o que aprendeu em todo o percurso da vida.

Álvaro B. Marques


sexta-feira, 28 de maio de 2010

CONSELHOS A UMA JOVEM AMIGA


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Que pensas tu, querida amiga ?
Que fazes da tua vida ?
Aonde se acha o desejo de conhecer o futuro ? Só porque o passado é conhecido e o presente é insípido ? Não queres conhecer o bom e útil da vida ? Em que altura se encontra a FÉ que mora no peito ? E onde puseste o ÀS da esperança ? Preferes viver com pensamentos nefastos, enclausurada como caracol ?
Liberta-te... Não só de pão vive o homem. Devemos acreditar em algo, mesmo que este algo seja uma pedra, uma flor, uma imagem, um alguém.
Nós bem sabemos que enquanto o homem fizer uso da hipocrisia, da mentira e da falsidade, ele procurará, assim, conseguir seus objetivos a qualquer preço e das máquinas eles se servirão para matar e destruir seus semelhantes.
Caminha... Mesmo com tropeços, olha para à frente. Mostra o teu valor dando importância a tudo que é insignificante. Faça dos teus ideais, com esforço, um estandarte. Desfruta dos meios, faça compreender a quem não a tem. Faça com humildade tudo aquilo que te pedirem. Mostra os teus méritos, também com humildade. Aos fortes e fracos e aos ricos e pobres, faça-os sentir o que existe de bom na natureza e na humanidade.
Viva, para que outros que dependem de ti possam viver. Tudo na vida é efêmero. Por isto, faça algo enquanto viver.Porque depois da morte, só as lembranças existem naquele em que ficou na saudade.
Sorria... Porque a vida continuará a ser vida, desilusões sucedem a outras ilusões.O mar continuará a ter nas ondas o seu movimento de vai e vem. A vida não pára, mas nós devemos parar para pensar, porque a humanidade evolui.
Não penses que carregas nos ombros, o peso de uma grande dor. Sê otimista, mesmo quando sentires que as possibilidades são poucas. Ter persistência para vencer o que difícil pensas, é necessário.
Lembre-se sempre, “ existe outras pessoas em situações bem piores que a sua”. Claro que ninguém se conforma em não poder ter ou não poder fazer. Porém, lute para obter com honestidade e sinceridade tudo aquilo que lhe falta.
Vença, é preciso caminhar para a frente. E só assim, poderás dizer que és feliz, fizeste algo. Os valores do homem está dentro dele, é só ele deixar aparecer.
Álvaro B. Marques

NÓS É QUE FAZEMOS O TEMPO

Quanto tempo sem realizações perdi, só passando o tempo.

Se naquele tempo eu caminhasse igual ao tempo, hoje não estaria lamentando àquele tempo.

Tempo que deixei passar na infância, sem saber o tempo. Hoje quanto tempo deixou longe àquele tempo.

Passo o tempo, sorrindo hoje, do início do nosso tempo: Tu eras uma mocinha e eu um rapazinho. O tempo quis unir o homem e a mulher. Para que juntos lembrem o tempo. Não pensava-nos que o amor iria durar tanto tempo.

Eu te ofereço coisas do nosso tempo; chamo-te de querida, dando flores, poesias e cartas de amor.

Não bastando tudo isso, rezo a Deus para que ele conceda sempre a nossa paz.

Houve um tempo que nós não tivemos tempo para lembrar desse antigo tempo. Porque outras criaturinhas chegaram e bagunçaram o nosso tempo.

Devemos fazer mais hoje para quando chegar o futuro será mais feliz do que neste tempo.

Álvaro B. Marques

SSA, jun.2006

O BELO, O LUXO E O LIXO



O belo é o despertar na manhã de sol e dizer: Bom dia!
É o natural o simples está em toda a Natureza Universal
Que transforma belezas mil no espantoso espaço.
O belo da vida.
O Belo a gente vê elogia comenta.
O Belo provoca inveja é egoísta, solitário.
O belo torna-se inesquecível
É viver no luxo e nem pensar no lixo.
O luxo vem da criação momentânea do ideal e do sonho
O lixo vira luxo
E o luxo vai pra o lixo
O luxo não dura
O lixo sobra recicla vira outra imagem
Que pode reascender o luxo.
Álvaro B. Marques
Álvaro B. Marques
SSA,02.02.20l0

CONHECIMENTO


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Conhecimento é uma ciência, a qual todo ser humano é capaz de obter através de leituras e trabalho em sua profissão.
Só através do Conhecimento o homem consegue ganha o dinheiro, para a sua sobrevivência. Em qualquer profissão é necessário um período de aprendizagem. Mesmo aquele que se diz “sabedor”, terá oportunidade de se aperfeiçoar mais, para melhor exercê-la.
O aprendiz reproduz o que aprendeu, cria idéias novas, inventa e o próprio homem questiona em análises e conceitos: duração, definição e finalização.
O Conhecimento exige do homem o absorver de conceitos e práticas. Na medida em que o homem adquire novos conhecimentos, maiores aprendizados ele determina à sua vida, e de outros que irão aprender.
O Conhecimento de hoje é uma base de sustentação do amanhã e será substituído por outro no futuro.
Não basta ser letrado, culto, sábio; esses conhecimentos foram passados por mestres em forma de comunicação. Com fatos comprobatórios ou não. Mas há outros Conhecimentos em que somente a natureza é capaz de ensinar, mostrando fórmulas naturais de aprender, tanto materiais quanto espirituais. É uma fonte natural, requer longo aprendizado, e muitas vezes é necessário separar o certo do errado. E muitos não sabem aproveitar; outros morrem sem saber e outros, mais ainda, não querem aprender.
O Conhecimento enaltece o homem, faz o homem viver a vida toda a aprender o que não conhecia. “ Em criança o homem aprende o início de tudo que lhe rodeia. Em adulto aprende o que não aprendeu, na velhice arrepende-se de algumas coisas que aprendeu e lamenta o que não aprendeu.”
E quando se trata de Conhecimento da Natureza Humana? Oh! Deus, que tristeza... que decepção!...
Álvaro Bento Marques
Salvador (BA), 20/12/2004

quinta-feira, 27 de maio de 2010

ILUSÃO


UMA HISTÓRIA IGUAL A OUTRAS.
Tu apareceste com sorriso triste e o olhar melancólico.
Perdida com a sua dor, vivendo com o seu silêncio.
Nossos olhos se encontraram, compreenderam e sentiram a mesma tristeza.
Nossos momentos foram de verdade e certeza.
Mudou-se o olhar e afastou a tristeza.
A alegria chegou igual a primavera.
A estação não ficou a mesma.
O tempo passou e novas idéias e conceitos apareceram
Para mudar o que a paz conquistara..
Mudou as palavras, mas não a pessoa.
A discórdia e o desequilíbrio cresceram
Afastou a verdade e criou-se a mentira.
Não se conformou com o que tinha.
A ilusão foi o seu caminho.
E a separação inevitável.
Criou dilema para os dois
E uma nova história começava
No capítulo da vida.
ÁLVARO B. MARQUES
SSA,18.08.2009

VIVA A VIDA


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Viva a Vida
Tudo que está relacionado com a vida de cada ser humano, pertence a sua vida e a sua espiritualidade. O hábito de vestir, o sabor alimentar, a sensibilidade diversa, a maneira de viver, seu caráter e perfil. Tudo isso, molda uma pessoa na mistura única do ser. Daí pode sair um santo ou guerreiro, um sábio ou ignorante, um belo ou um feio, um honesto ou desonesto. Independente dos seus reais sentimentos hereditários que serão revelados no decorrer do tempo. Como também pode haver mudanças no seu comportamento e modo de pensar. Depende muito de como encarar a vida nos bons e maus momentos. O aprendizado é fundamental para o perfil. Mostra que absolutamente tudo é transitório, menos o espírito.
A mente humana cria e destrói tão rapidamente como o vento, nesta passagem às vezes ficam resíduos pouco aproveitáveis só aparecem em momentos de lucidez. São os chamados frágil sentimentos humanos, nasce dentro de nós, tão abstratos que não conseguem segurar por muito tempo. Basta uma palavra, um gesto, um olhar, e tudo pode iniciar ou terminar. A maioria chega tão depressa que não dá para perceber o início e o fim. Os que sobram são aqueles que maltratam um pouco ou muito da gente. Esses deixam marca como cicatriz que só o tempo e o perdão faz esquecer. . Por essa razão, devemos construir amizade com bases sólidas, verdadeiramente sinceras para serem duradouras. Mas, desejamos sempre o lado positivo, o efeito sorriso, a alegria, a esperança cresce e nos dá equilíbrio para refazer o sentimento dolorido.
Todavia, não é só de sentimentos que o ser humano vive. Nós sabemos que a exigência da vida moderna é fundamental para o processo do futuro. Por isso, temos pressa para aprender. A caminhada preparatória para a conscientização da futura parada requer do jovem dinamismo. O tempo corre veloz e se o jovem não estiver preparado ele não acompanha o seu futuro. Porém, é necessário parar para pensar porque a humanidade evolui. Com essa evolução, os nossos descendentes irão precisar para viver e continuarão a evoluir.
Viva a vida sem muito exigir a perfeição e verás que o muito que faças sempre será pouco por fazer.
Álvaro B. Marques
SSA,15,04.2010.

UMA REFERÊNCIA A INOCÊNCIA


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Conversa de pedagogia:
Conforme as minhas observações, o que ocorre com a nova geração infanto-juvenil é que às crianças estão tendo um processo de desenvolvimento muito rápido, e não têm tempo de fazerem as suas criatividades naturais. A televisão, o computador e os gemas estão roubando esse espaço. Salvo quando na escola a professora aplica trabalhos de desenvolvimentos intelectuais, mas nem sempre o aluno faz a continuidade fora da escola. A criança até aos 8 anos têm suas criatividades espontânea, brinca só ou acompanhadas. A criança carente em que seus pais não têm recursos financeiros para comprar brinquedos vai brincar na frente de sua casa ou no fundo do quintal quando existe. Reúne com irmãos ou vizinhos e arranjam objetos naturais para fazerem as brincadeiras com; pau, pedra, galhos, folhas, panos, corda, cordão, tampa de refrigerante, lata, prego, ferro e etc. Criam assim seu mundo de fantasia, independente dos ensinos dos pais ou da escola. É nesta fase que os pais devem observar o comportamento da criança e analisar o seu grau intelectual. Como também, reparar as suas coordenações motoras, os sentidos da visão, audição e fonética. Para que no amanhã não seja uma surpresa. É a fase mais importante no desenvolvimento, é o período mais doce e lembrado do ser humano, vejamos: Em casa de um parente, na festa junina, vi duas meninas a correrem, brincando com fogos e fazendo fogueira, tudo com gritos e sorrisos. Coisa bela! Próprio da idade ( 9 a 10 anos ) e ainda brincam de bonecas. São fantasias maravilhosas, criações de todas as meninas normais. São esses momentos que nós adultos sentimos saudades da nossa infância. São fatos vividos e que muitas vezes deixam marcas em nosso corpo e em nossa mente. Como está narrativa que segue abaixo: BRINCADEIRAS DO MEU TEMPO.
“Montar em cabo de vassoura e andar aos pulos pela casa, como se fosse galope de cavalo. Na cabeça um chapéu feito de papel e uma vara na mão. Poderia ser também, em dias de chuvas a fazer tanques e a soltar barquinhos de papel. Vê a irmã com outras meninas a picar os retalhos de panos velhos e novos para fazerem deles feios e desengonçados bonecos e saiotes, chamando-os de filhos. Por outras vezes, elas se fingiam de dona de casa e iam “morar” nos ranchos feitos no fundo do quintal ( refúgio de toda a criança, quando mora em casa) onde aprontavam “comidinhas” em miniaturas de utensílios domésticos de cerâmicas de panelas, pratos, copos, moringas e etc. ou depositavam em latas de manteiga pequenas e punham no sol em grandes tabuleiros cheios de “cocadas”... da terra.
E eu quase sempre brincava após estudos de construtor de “casas” para formigas ou empinando a minha bonita “arraia” ou pipa e que outros chamam de “papagaio” de papel de seda. Ou então, estava eu a perseguir cigarras, mimosos colibris, sapos medonhos e borboletas douradas e multicores. Jogava com vizinhos bolas de gude. Adorava fazer bolhas de sabão em canudos de mamoeiro. Em casa, fazia o meu castelo de cartas e por várias vezes relia os livros de histórias de Pedro Malazarte, era uma delícia, viajava para países das naturezas vivas. E o encantamento dos livros de Monteiro Lobato. Já eram leituras suficientes nos meus anos de sorrisos.
Ficávamos eu e minha irmã na janela da frente da casa a ver passar os transportadores em carroças ( transporte de madeira tipo caixote, com tração animal, sobre rodas de pneus) seguindo ruas em frente, e os mercadores ambulantes cada vez mais sonoros”.
A narrativa acima mostra as lembranças da infância feliz que a personagem soube tão bem descrever no âmago da saudade. A pureza do pensamento infantil, o apego real e os amores das coisas simples do seu cotidiano.
Se os pais não têm tempo para ensinar o que é de mais puro para a criança, quem poderá ensinar? O professor? Lembra-se que “ a fina linha que separa a inocência da perdição é muito tênue e curta.” Por essa razão, os pais devem observar e dar vazão a todas as brincadeiras dos filhos. O tempo se encarrega de lembrar para as crianças os fatos bons e ruins.
“ Ah! Que saudades que eu tenho
da aurora da minha vida
da minha infância querida
que os anos não voltam mais.”
( autor: Cassemiro de Abreu )
Estar muito longe do que são hoje as brincadeiras das crianças. As palavras de Jean Pierre Ménard, ainda fazem menção honrosa no pensamento moderno, sobre as crianças, ele diz: “ O mal do nosso século é que ele perdeu a candura e a sinceridade. As crianças são desfloradas prematuramente. A vida lhes aparece o mais cedo possível, cheia da amargura que lhes da o conhecimento do egoísmo e da grosseria dos homens. Por toda a parte só se respira um ar viciado de medo e maldade alheia. Desde os primeiros passos na vida, o pequeno ser sabe o que ela tem de mal e logo se torna velho. As crianças são velhas pequenas, pós sua sabedoria começa aos 5 anos de idade, espantam os sábios mais idosos. Dizem coisas que no meu tempo só adulto dizia. Revela na ingenuidade o que o adulto reprime. Aos trinta anos o homem tem uma velhice na alma.”
Basta lembrar que já temos vários meios de comunicações em avançados sistemas tecnológicos e que fazem qualquer cabeça esquecer a ingenuidade. O necessário cria-se, o indesejável esquece, é o progresso. Porém, se nós não preservarmos os nossos valores o que será do nosso futuro?
Enquanto o ser humano tem sentimentos; dor, alegria, amor, felicidade, fé e lágrimas as crianças sempre estarão presente em nossa vida com seus sorrisos, com seus gritos, com seus choros e com suas algazarras e com suas perguntas inocentes isso, ninguém muda.
A criança de hoje não é a mesma de ontem e nem será de amanhã.
Álvaro B. Marques
22.03.2008

UM HOMEM, O AMOR E O CORAÇÃO

Fiz a caminhada longa, nesta manhã. Pensando em tantas coisas que me surpreendeu em passar em lugares aonde não queria ir. Ia a toa, a cabeça trabalhando nas minhas meditações sobre minha vida, sem grandeza, sem grandes acontecimentos, sem revoltas, mas com muito amor por tudo que possa parecer simples, belo, real, afetivo. Dei asas aos planos da minha imaginação. Parei, ouvi os pássaros da jaqueira bem próxima. Cantavam a solto, os canários e os sábias que dormiam no quente dos seus ninhos, acordavam satisfeitos com a vida. Não havia mais meninos de alçapão em disputa com outros para quem pegar mais.
Fui pra casa, cheguei cansado.
Não queria ficar sozinho, os meus pensamentos se aproveitavam para se expandir e eu não queria mais pensar em tristezas. Fugia do pensamento da morte. Deus é uma consolação que me embala para a vida. E eu faço tudo para estar preso a terra como um pé de mato.
Tudo triste como se não houvesse aquela alegria de uma manhã magnífica de sol e beleza dos verdes do campo. Oh! Luz que cega!... Que contraste da escuridão!... Bate coração, bate mais, mostre a minha dor. Há no meu peito uma porta a bater continuamente. Onde a esperança jaz morta e o coração a bater doente. Passo o dia e entra a noite e ouço o mesmo pulsar. São tristezas entrando e as alegrias saindo. Bate coração, não pare, por favor. Quando resolver parar já não sente mais amor.
Não quero acostumar a gostar de sofrer. Liberta-me coração dessa mágoa e volte a compassar com as alegrias de viver.



Álvaro B. Marques
SSA, set. 2009

quarta-feira, 26 de maio de 2010

REVESES


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Ao amigo.
Lembrei do amigo que é homem de Fé e cumpridor de suas obrigações religiosas em conjunto com a esposa. Mando-lhe esse artigo da minha reflexão para que possas lembrar que não estamos sois neste momento tão difícil a qual vivemos. Leia abaixo o que nos pesa:
Vivemos por toda à vida a cobrar de Deus o que nós achamos que temos direito e jamais Deus pedirá a nós o que ele tem por direito. Devemos aceitar o que temos, justificar o que não temos e adquirir com honestidade o que não temos, sem prejudicar a outro. Desejar o que pode ser alcançado e sonhar o que é difícil ter, é o pensamento natural de todos nós, mas têm pessoas que não sabem esperar, atropelam quem estão na sua frente, pisam, não vêem as conseqüências e fazem o caminho mais curto para chegarem ao topo. Levando todas as mazelas da vida.
Essa máxima acima, já foi expressa por pensadores e religiosos do passado e do presente. Porém, é muito bom ler e ouvir palavras que é do bem. Estamos cansados de vê notícias e ler violências hediondas, corrupções em todas as classes sociais, valores éticos que antes eram considerados nobres hoje violados, renegados e no seu lugar tem o mau caráter em aplausos. O pudor já não é mais censurado é chique, é normal. Colocam as religiões em xeque-mate e não dão valor à cultura e o saber. O homem está renegando a si mesmo e esquece que ele vem de Jesus Cristo. Tampa os olhos, fecha os ouvidos, cruza os braços e deixa a miséria passar. Pedem em clamor a Deus pai, a Cristo filho e a Senhora dos Aflitos a Ave-Maria. Mas, não movem nada para o bem de todos. Estão perdendo pouco a pouco o maior dos sentimentos humano que é o amor. As emoções do homem estão diminuindo, oremos para viver.
“A vivência dos valores alicerça o caráter, e reflete-se na conduta como uma conquista espíritual da personalidade"
Faça aparecer o seu valor para outros seguirem.
Álvaro B. Marques
SSA,08.07.2008

RETRATO DE MULHER


Seus olhos me olham, mas não podem alcançar-me.
Teu sorriso, sempre lindo, vem me acompanhar.
No momento que mais sinto falta de carinho.
Teu sorriso é melhor que o teu falar
Teu falar é melhor que o gesto mudo
É teu gesto melhor que o teu olhar
É ainda o teu olhar melhor que tudo.
Minha tristeza foi.
Que afeição é está meu Deus!
De dia tenho na lembrança
De noite rouba meu sono.
È uma tortura, meu Deus!...
Peço-te, apagar as lembranças.
E devolver meu sono.
Já que eu não posso tê-la
Melhor esquecer do que
Lembrar no sofrer.
Álvaro B.Marques
SSA, 04.07.2006