quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
O TESTAMENTO DO PADRE DIOGO ANTONIO FEIJÓ
Foi professor de Gramática Latina de 1ª letras e Português, subdiácono, padre, lavrador, senhor de engenho, deputado em Lisboa, Ministro de Justiça, senador vitalício depois Regente.
Acompanhemos a narrativa o que diz Diogo Antonio Feijó no seu testamento datado de 3 de março de 1835 – referente a seus escravos: “ Deixo forro todos os meus escravos crioulos de maior idade e a Evaristo e sua mulher, a Eustáquio e Eusébio e as mulheres destes. Querubina e Antonia ficarão forras da data desde aos cinco anos. Todos os mais escravos havidos e por haver serão forros logo que completem vinte e cinco anos. A todos dará minha herdeira no momento de sua liberdade cem mil-réis; e aquele que ainda têm de esperar o prazo, aqui marcado, dará além dos cem mil-réis, o prémio de dois por cento anual dessa quantia. Os que ainda ficam escravos e só poderão estar em companhia e serviço de minha herdeira; e somente serão alugados ou emprestados a pessoas da escolha dos mesmos e mesmo assim, poderão retirar-se para outra pessoa se essa pessoa os maltratar. Esta mesma disposição terão lugar depois da morte de minha herdeira, quando ainda algum escravo tenha de preencher o prazo para libertar-se. Declaro que qualquer filho de escrava, ainda depois de minha morte e antes de libertar-se da mãe, será livre desde o seu nascimento. Os pais das crianças terão todo o cômodo e tempo necessário para os criar e poderão conserva-lo depois de criado, aonde quiserem. Declaro mais, que só o carpinteiro Benedito fica excluído dos cem mil-réis por já ter meios de subsistência. Fica pertencendo à minha herdeira os serviços dos que ainda ficam escravos e todos os meus bens que possuo. Declaro que a liberdade que dou aos escravos, não é benefício, é obrigação que me impus, prometida há muito, e aos mesmos que aceitaram a liberdade, a eles e a seus filhos. Rogo a mesma, minha herdeira e ao Dr. Padre Miguel Arcanjo Ribeiro de Camargo, queiram ser testamenteiros e dar execução a esta minha última vontade dentro de dois anos da data deste. Rogo as justiças queiram assim cumprir. São Paulo, 3 de março de 1835”
Instituiu sua única herdeira a D. Maria Justina de Camargo, mas em sua falta (morte) contempla a sua sobrinha, filha de sua irmã Manuela Francisca de Jesus Feijó. Esta irmã vêm a ser filha do padre Félix Antonio Feijó e de Maria Joaquina de Carvalho que por sua vez é irmã de Maria Justina de Camargo.
Ocupando mais da metade do testamento, a sorte dos escravos e dos filhos destes, regulada minuciosamente, num espírito de quem vivia numa sociedade baseada a sua economia no trabalho servil, no mais íntimo e no melhor dos seus sentimentos se revoltava contra a horrível instituição: “ a liberdade que dou a meus escravos não é benefício, é obrigação que me impus”. Só essas palavras encerra o homem que foi e que nascerá outro com igual espírito humanitário, só daqui a milênios. Com esse pensamento morreu o padre Diogo Antonio Feijó em 1843.”
A Feijó coube a glória de como Ministro da Justiça do gabinete de 16 de junho de 1831, assinar a célebre lei de 7 de novembro do mesmo ano, declarando: “ que todos os escravos, que entrassem no território ou nos portos do Brasil, vindos de fora, ficarão livres”. Foi também um ardoroso defensor do celibato e por isso e mais seus ideais liberais colocaram no exílio, preso em Sorocaba/São Paulo, livre depois de meses e volta para as suas atividades.
Este texto não é uma biografia do padre Diogo Antonio Feijó, mas não posso deixar de escrever alguns dos fatos marcantes da sua vida bastante agitada e gloriosa. Entretanto, não posso acreditar que um padre que foi professor, deputado, ministro, regente, lavrador com engenho, teve que ficar pobre a ponte de solicitar da Assembléia uma pensão para os sustentos. Não teve mulher e nem filhos para manter economicamente, não tinha vícios e nem era sovina. Por tudo isso, acredito nas palavras do seu testamento e a comprovação do biografo Otávio Tarquínio de Sousa na vida de Diogo Antonio Feijó.
Trabalho de pesquisa de Álvaro B. Marques.
sábado, 27 de novembro de 2010
ESPERO
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
AS JÓIAS DA VISCONDESSA
A história tem fundamentos reais, aconteceu na época da escravidão. O nome da viscondessa ficou em segredo, mas o acontecimento ganhou repercussão nas rodinhas dos abolicionistas nas ruas estreitas de Salvador.
“A senhora viscondessa possuía uma escrava mulatinha clara, que desde o berço criara com mimos. Segredavam-se até que era filha do marido. Deu-se apurada educação, mandando-lhe ensinar piano e prendas domésticas. Andava bem vestida, bem calçada, fazendo e desfazendo em casa e ninguém dizia ser sua condição de escrava. Mas a vida está tão cheia de emboscada do destino!..Encontravam-se sob a sua guarda às jóias da senhora viscondessa, eram muitas e valiosíssimas. De uma feita, preparando-se a viscondessa para ir a um baile de grande acontecimento ( chegada de estrangeiros) no qual ostentaria as suas mais custosas gemas, pediu à rapariga determinado saquinho de veludo, onde se encontravam os adereços que deveriam adorná-la naquela noite. Voltou a mulatinha anunciando não o haver encontrado, impossível diz a viscondessa. Quando da vez anterior, saíra com essas jóias, regressando à casa, colocando-as dentro do saquinho, deixando-o em cima do toucador ? Não o apanhara ? Observou-lhe a jovem, que em tal dia, nada encontrara sobre o móvel indicado, julgando até que, a senhora tivesse ido guardar às jóias em pessoa como da outra vez. Voltando a procurá-lo no cofre onde estavam todos os adornos da fidalga, fez-se
Acabou a viscondessa por desconfiar da cria. Nos seus aposentos reservados não entravam senão elas duas. Não havia meninos
Meses passaram, e chegou há três anos. Certo dia, incomodada com o barulho ensurdecedor que os ratos faziam no forro da casa, a viscondessa ordenou a um escravo que fosse ali proceder a uma limpeza. Retirou o negro um montão de trapos, ossos, espinhas de peixe, não sei quantas coisas mais, até calçados velhos e no meio daquele lixo todo estava o saquinho de veludo, logo o negro apressou-se em levar à sinhá (senhora) viscondessa. Ela quando viu ficou espantada, abrindo-o, encontrou sem faltar uma só das jóias que deram caso a infelicidade da mulatinha de sua estimação.
Profundamente culpada da clamorosa injustiça que cometera, entendeu de reparar o quanto mais rápido possível. Mandou um emissário procurar o atual dono da mulatinha, e pediu que ela viesse a sua presença. Chegou com o emissário a rapariga, suja, roupas em farrapos, descalça, cabelos em desalinho, acabada de sofrimentos morais e físicos em trabalhos rudes em que não fora acostumada; uma imagem que encheria de dó o mais incompreensível coração. Baixou o rosto perante a senhora, quem em dias idos, olhara como mãe, represando as lágrimas que rápida peregrinação subjetiva lembrou do seu feliz passado provocara, afim de não parecer que implorava misericórdia.
Então a viscondessa, referindo-lhe o achado do saquinho de jóias propõe comprá-la e alforriá-la, garantindo dar ao senhor o quanto este exigisse, e prometendo-lhe compensações e outras reparações do muito que sofrera sem merecer. Pois, aquela criatura que a dor exigiu com requinte inquisitório, encarou resolutamente a causadora da sua imensa desdita, os olhos a chisparam de altivo desdém, respondendo-lhe numa única palavra: Não ! E voltou a cumprir o seu negro fadário.”
(Fonte da narrativa de João da Silva Campos no seu livro: Tradições Baianas –Transcrito na Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia – nº 56 pág.475/476)
MEUS COMENTÁRIOS:
A viscondessa cega em sua vaidade, em seu egoísmo e no seu amor próprio ferido, não avaliou os sentimentos humanos e nem o seu lado tão cristã a qual devotara a Deus. Porque naquela época os portugueses já vinham de Portugal com o fanatismo da religião
católica e não enxergavam o meio termo para aqueles seus subordinados escravos. Tudo o senhor ou senhora podiam fazer com os escravos e não existia nenhuma lei de proteção para os cativos. A dor maior da escrava não foi a dor física, foi a dor moral que subitamente apareceu sem ela saber que existia. Com dignidade ela disse “NÃO” porque não poderia aceitar mais ver o seu algoz em lembranças dos sofrimentos que certamente voltariam a ter dia a dia. Preferiu compartilhar com seus irmãos de infortúnios.
Nem todos sabem fazer justiça após seus próprios erros. A consciência revela em cada um dois pesos e uma medida, que só pode ser avaliada por outra pessoa que seja sem mácula e com raras virtudes.
Álvaro B. Marques.
SSA, 30.08.2010
sábado, 28 de agosto de 2010
A NOSSA BANDEIRA
Estamos perdendo os valores patrióticos em nosso dia a dia, com notícias de escândalos de corrupções com políticos pelos qual o povo confiou.. Só vemos a nossa Bandeira em flâmula quando os nossos atletas vão competir a algum torneio internacional, motiva o povo brasileiro a criarem várias formas de objetos com cores nacionais. Representando o símbolo maior que é a Bandeira Nacional.
Os estudantes já não têm mais a obrigatoriedade nas escolas de saudação a Bandeira, nem sabem cantar o Hino. Os tempos mudaram ou os nossos valores desapareceram? O respeito e o amor á Pátria representam o perfil do cidadão em qualquer nação mesmo áqueles menos culto. Leia abaixo o que disse um cronista Sílio Boccanera Jr.
“O ato de respeito a nossa Bandeira foi criado pelo Decreto de 19 de novembro de 1889, instituindo a atual bandeira brasileira, e o de nº 12.715 de 17 de novembro de 1917, considerado esse dia feriado nacional.
Perdeu o povo brasileiro o feriado, mas as comemorações se restringiram aos órgãos militares e governamentais, não como fôra no passado em que o povo e as igrejas comemoravam com muito mais patriotismo e fé.
O saudoso poeta Olavo Bilac, a propósito de um ato do Prefeito do Distrito Federal, (era no Rio de Janeiro) determinando que nas escolas primárias os professores fizessem figurar todos os dias, entre outras disciplinas, uma saudação dirigida á Bandeira Nacional, escreveu interessante crônica no Kosmos, da qual destacamos para aqui, disse o poeta: “ É um ato que tem uma alta significação, e que vai influir, notavelmente, no espírito dos nossos jovens em belas lições de amor à Pátria, pelo respeito, veneração e religioso culto ao sagrado símbolo.
Bem sei que não é somente esse ato escolar e cívico que pode provar o patriotismo de alguém ou de um povo. Mas convém não esquecer que toda a vida social é feita de convenções. Os gestos e as palavras são as expressões dos sentimentos. Sem gestos e sem palavras as idéias morrerem ao nascer, sem comunicação e sem proveito. O aperto de mão, o abraço, o sorriso, o choro, o beijo, tudo é gesto, tudo é convenção, tudo é formulas. E, sem esses gestos; sem essas convenções e essas formulas, não havia troca de idéias nem sentimentos. Não há católico praticante, que ao passar por
uma igreja, não tire o chapéu e ou não tenha o chapéu faça o sinal da cruz; ninguém assiste ao desfilar de uma procissão sem fazer esse gesto, que vale por uma afirmação pública de respeito: E aqueles mesmos que não têm crenças, acompanham os crentes nessa demonstração – porque todo homem bem educado compreende que tem o dever de não ofender as crenças alheias.
Numa sacada da casa, num correto, numa bandeirola festivo de edifícios ou rua, a Bandeira é apenas um ornamento, mas no centro de um batalhão, ela é a própria idéia da Pátria, é a própria Pátria, presente em espírito e em forma.”
(Fonte do livro: “Bandeiras Gloriosas” autor: Sílio Boccanera Jr. Extraído do Instituo Geográfico e Histórico da Bahia e da Academia de Pernambuco de Letras. – Ba. 1927.)
Eu Álvaro Bento Marques, baiano, soteropolitano, sempre amei a terra em que nasci, mesmo quando passei por regimes ditatoriais, planos econômicos perversos e períodos difíceis de viver dignamente não deixei de amar o Brasil e mantive a certeza de dias melhores virão. Sei que, para melhor estamos caminhando tudo depende da honestidade do homem público e de moral ilibado com muito amor á Pátria e a sua Bandeira.
O CAÇADOR SÓ RESPEITA A PRESA QUANDO ELA A ENFRENTA.
Autor: Álvaro Bento Marques
SSA, 28.08.2010
sábado, 14 de agosto de 2010
PARÁBOLA
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sábado, 10 de julho de 2010
MENSAGENS
Aos amigos, sempre estarei atendendo com o mesmo carinho que eu tenho para com as crianças e idosos.
Para os amigos, faço e rogo a Deus por sua vida.
Para os amigos, eu sou o mesmo de ontem, de hoje e de sempre.
Eu sou feliz em ter amigos e faço questão do aperto de mão, é um gesto amigo.
Só peço ao nosso boníssimo Senhor que seja a amizade tão longa como o infinito.
Álvaro B. Marques
julho de 2010.
terça-feira, 8 de junho de 2010
MINHA MÃE, ABENÇOI-ME
Afeição, é o mais puro dos sentimentos e quando ele é sentido por Mãe e filho torna-se natural, espontâneo.
Já falaram muitos sobre o amor de filho para com a Mãe e vise verso. Creio que o amor maior é da Mãe para o filho ou (ª) em todos os sentidos, já comprovado em narrativa de fatos verdadeiros. Este amor reclama presença, sacrifícios, abnegação, humildade, justiça, fé em Deus para pedir proteção para o filho ou (ª) é um clamor que saí do peito em grito de dor ou de alegria. É o único sentimento que o filho ou (ª) jamais fará igual
Será que existe Mãe que não ama o filho ou (ª)? Será que existe filho ou (ª) que não ama a Mãe? É possível ter, neste mundo tão desigual! Em nosso dia a dia lemos e ouvimos nos noticiários fatos chocantes de Mães que abandonam seus filhos em lixos, beira de rios, caixas, praças públicas e no relento, etc. São atos desumanos que estão abaixo da imaginação da vergonha do ser humano. Nem os animais selvagens e irracionais fazem tamanho ato. São pessoas loucas em desespero, não sabem o que fazem, com certeza.
Ainda bem que é uma pequena minoria de mulheres que não sabem o que é o verdadeiro motivo de ser Mãe.
Eu, já idoso, ainda sinto muita falta da minha querida Mãe, sua voz a me chamar e eu a pedir MINHA MÃE, PEÇO SUA BENÇÃO.
Álvaro B. Marques
O HOMEM DE ONTEM E DE HOJE
O homem sempre teve a necessidade de ter um abrigo, proteção para o seu corpo e local para aguardar e armazenar seus alimentos, utensílios domésticos e de trabalhos. Como também, tudo aquilo que ele gostava e podia ter na sua morada. Foi assim que os primitivos homens da idade da pedra viram e pintaram nas pedras e paredes os animais e coisas que eles demonstraram a admiração e lembrança. Ficaram para nós, desenhos rudes nas cavernas e objetos que eles fabricaram de uso pessoais em alguns lugares dos passados milenares em nosso planeta, provando que o homem ali passou e deixou registro das suas artes.
Este sentimento o homem ainda tem, mais sofisticado e mais apaixonado. Os objetos que estão em casa são quase parentes. Eles presenciam nossa história e também guardam nossa memória. Existem pessoas que imaginam a substituição de certos objetos pessoais e terminam acumulando o desnecessário para um pequeno espaço. Maior que seja a casa sempre cabe mais um para a sua admiração, utilidade e lazer. Temem a privacidade ser invadida, cercam-se de segurança, imaginam-se prisioneiros, tudo para a proteção pessoal e material dos objetos. A liberdade é diminuída e o espaço limitado leva o homem a nova criatividade para viver com seus sentimentos ainda chamados de primitivos. O homem evoluiu, mas seus sentimentos permanecem, mesmo que não pareça verdade.
Cada vez mais o homem inventa novos objetos para dentro do seu lar e novas profissões surgem para aperfeiçoar o que foi criado e assim surgiu o Designer, que é uma profissão que projeta os artefatos e hoje existem várias especializações, de acordo com a criatividade. Como por exemplo: design de produto industrial, design de moda, design de interiores, design visual, todos eles são ligados a arte.
O termo deriva, originalmente, de designare, palavra em latim, sendo mais tarde adaptado para o inglês, design. Segundo os projetistas, a lógica seria o nome Projetista Industrial. Mas o termo inglês da a entender sofisticação, é esse o objetivo da criatividade humana.
Vivemos no mundo do consumismo desenfreado onde a lógica deixa de ser lógica e passa a ser incoerente e relevante.
A arte toma corpo no olhar criativo do artista quando ele visualiza a beleza na peça uniforme da madeira ou na pedra. A transformação é criada imediatamente e as mãos obedecem a seus impulsos. A forma, a cor e a beleza mexem com a fantasia do artista.
Em pouco espaço pode-se criar muito em beleza, armônia e formas na mais rústica aparência que seja. Não há limites para a arte humana porque ela está no sentimento mais dócil e do mais agressivo.
O homem não consegue se libertar da sua primitiva origem de ser. Renova-se às criações no universo do pensamento de crer que tudo se aproveita e tudo se renova. Inventar para auxiliar no viver e renovar na maneira de usar é habitual na vida do homem moderno.
Álvaro B. Marques
SSA, 08.07.2009
sábado, 29 de maio de 2010
AS TRÊS FONTES
As três fontes da nossa vida: Amor, Trabalho e Conhecimento sem esses aprendizados a vida não tem sentido.
O amor, sentimento nobre em que se liga a dor e a satisfação, a alegria e a tristeza, o belo e o feio, o certo e o errado.É uma fonte.
O trabalho é o único meio que nos faz ganhar dinheiro para manter a vida. Com amor e conhecimento adquirido.É outra fonte.
O conhecimento eleva o saber, dar mais experiência e determinação. Estar constantemente crescendo. Novos livros são escritos. Livros antigos são revisados. Esta é a fonte da natureza de nossa herança cultural.
São fontes inesgotáveis na existência humana. Que a idade e o tempo oferecem como seja um cálice ao sublime gosto de aprender. E o homem passa a viver o que aprendeu em todo o percurso da vida.
Álvaro B. Marques
sexta-feira, 28 de maio de 2010
CONSELHOS A UMA JOVEM AMIGA
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NÓS É QUE FAZEMOS O TEMPO
Quanto tempo sem realizações perdi, só passando o tempo.
Se naquele tempo eu caminhasse igual ao tempo, hoje não estaria lamentando àquele tempo.
Tempo que deixei passar na infância, sem saber o tempo. Hoje quanto tempo deixou longe àquele tempo.
Passo o tempo, sorrindo hoje, do início do nosso tempo: Tu eras uma mocinha e eu um rapazinho. O tempo quis unir o homem e a mulher. Para que juntos lembrem o tempo. Não pensava-nos que o amor iria durar tanto tempo.
Eu te ofereço coisas do nosso tempo; chamo-te de querida, dando flores, poesias e cartas de amor.
Não bastando tudo isso, rezo a Deus para que ele conceda sempre a nossa paz.
Houve um tempo que nós não tivemos tempo para lembrar desse antigo tempo. Porque outras criaturinhas chegaram e bagunçaram o nosso tempo.
Devemos fazer mais hoje para quando chegar o futuro será mais feliz do que neste tempo.
Álvaro B. Marques
SSA, jun.2006
O BELO, O LUXO E O LIXO
CONHECIMENTO
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quinta-feira, 27 de maio de 2010
ILUSÃO
VIVA A VIDA
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UMA REFERÊNCIA A INOCÊNCIA
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UM HOMEM, O AMOR E O CORAÇÃO
Fui pra casa, cheguei cansado.
Não queria ficar sozinho, os meus pensamentos se aproveitavam para se expandir e eu não queria mais pensar em tristezas. Fugia do pensamento da morte. Deus é uma consolação que me embala para a vida. E eu faço tudo para estar preso a terra como um pé de mato.
Tudo triste como se não houvesse aquela alegria de uma manhã magnífica de sol e beleza dos verdes do campo. Oh! Luz que cega!... Que contraste da escuridão!... Bate coração, bate mais, mostre a minha dor. Há no meu peito uma porta a bater continuamente. Onde a esperança jaz morta e o coração a bater doente. Passo o dia e entra a noite e ouço o mesmo pulsar. São tristezas entrando e as alegrias saindo. Bate coração, não pare, por favor. Quando resolver parar já não sente mais amor.
Não quero acostumar a gostar de sofrer. Liberta-me coração dessa mágoa e volte a compassar com as alegrias de viver.
Álvaro B. Marques
SSA, set. 2009
quarta-feira, 26 de maio de 2010
REVESES
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