quarta-feira, 8 de novembro de 2017

A VIDA ESTÁ FUGINDO DE MIM





Estou no leito do Hospital, deitado, pagando todos os meus pecados em vida, o maior dos tributos. A doença penaliza o corpo e a mente trabalha mais que o normal, quando não chega ao cérebro. Analiso o passado e o presente com muitos erros e acertos.
 O corpo humano é muito frágil aceita quase todos os alimentos e drogas, o sabor faz a separação. Neste laboratório a resistência é passando em provas no decorrer dos anos. Até que surge o alerta do abuso de certos alimentos (o organismo habituado) sem saber se faz mal ou não. O uso excessivo de substâncias contraria o bom funcionamento dos principais órgãos, chegam a falência quando não é tratado no princípio. Deveríamos saber neutralizar o prejuízo, infelizmente isso não acontece. A mente que domina o corpo não sabe controlar os impulsos desejados. E o alerta sentido vai se cobrindo com paliativos. A medicina faz a sua parte prolonga a vida quando pode acontecer. Não se faz esperança no meio de controvérsia. O diagnóstico nem sempre é promissor a cura é adiada. Mas o estudo da ciência pode chegar lá.
Continuo deitado na penumbra do quarto e da alma em agonia. O silêncio é o meu companheiro. Espero o Umbral.
Depoimento do doente hospitalizado ao autor.


Batacoto.