quarta-feira, 8 de outubro de 2014

AVESTA - BREVE COMENTÁRIOS


  
Avesta – Coleção de 21 livros santos contendo a doutrina, moral e a liturgia. Só fragmentos chegaram até nós. Parte do Avesta é de autoria de Zoroastro ou como também era conhecido por Zaratustra nome dado ao fundador da mais conhecida religião da Pérsia (660-583). Supõe-se que existiu no século VI antes de Cristo. A religião parte do dualismo – os dois princípios do bem e do mal – conceito básico: Exigia de todos os discípulos: A moral elevada e rigorosa acima de tudo, mas por vezes chega a beira do ridículo. A caridade para com os pobres, a hospitalidade dispensada aos estrangeiros são recomendações interessantes e mal interpretada. O Trabalho é a principal virtude social. É pecado cortar uma árvore. Alguns animais têm especial tratamento. Por exemplo; Privar o cão de alimento e mau trato é falta igual a matar um mago.
A religião seguia paralelo com normas do absurdo ou seja com a divisão do fundamental dualismo. O mal e o seu poder é tanto válido como o bem da caridade. A perfeição exigia em ambas as partes com exagero escândalo. Ao passar dos anos os homens de bem cujos magos eram os ditadores das leis foram modificando e separando o que eles achavam nocivo a sociedade. Não floresceu com dualidade com os magos mais novos, escolhidos a partir dos 50 anos de idade. Era formado um  colegiado, substituindo os velhos e determinado novos conceitos. Até chegar aos vestígios do fundamento das religiões católica, maometana e outras. Peneiraram as palavras, modificaram na prática para permanecer até hoje.
A história nos diz que naquela época os magos das letras e do saber eram pouquíssimos em diferentes regiões. A escrita não era formalizada e os códigos feitos em pergaminho, madeira, couro, pedras e algumas vezes em metal. Exigira percursos longos para adquirir material e custo muito alto para a elaboração com finalidade educativo religiosa o que nem sempre era bem interpretado. Foram se aperfeiçoando em várias mãos com muitas perdas nos saques e incêndios nas guerras que sucederam. O papiro e a escrita já eram disseminados como suporte da escrita no Egito antigo e chegaram até nossos dias.

Trabalho de pesquisa.

Álvaro B. Marques

sábado, 4 de outubro de 2014

O DOENTE REALISTA


O DOENTE REALISTA

O QUE SOMOS...
Iniciamos ao nascer com graça e a pureza angelical. Aos poucos vamos desenvolvendo o corpo e a mente. Até uma determinada idade, muito variável nas pessoas. Crescemos com sonhos e ideais florescente. O que nem sempre alcançamos.
A doença chega, toma a energia, prostra-se no leito. A fragilidade muda o corpo, antes esbelto, forte e decidido. Torna-se uma imagem que permite muita reflexão no sentido vida. Vivemos para alimentar o corpo que pode um dia não mais aceitar o alimento. Assim sabemos, mas ignoramos para não pensar.
Sou doente e aceito a doença. Meu corpo saiu de sintonia e faz algum tempo, mas minha mente está lúcida e laborativa. Certos comandos perderam e outros estão perdendo. Não vou classificar as características, não sou médico. Faço esforço para aceitar o inaceitável. A dor convive, ainda é suportável. Não me preocupo com o fim da doença e nem faço lembrar quando o corpo nada sentia e tudo era bom. Não lamento mais e nem peço a Deus para parar a vida. Mas rogo a Deus para não esquecê-lo. Faço o desafio com a vida.
Só lamento a ocupação dos familiares em torno de mim que certamente irá fazê-los. A minha doença passa a participar da vida cotidiana daquele mais próximo. É o único legado que fica na lembrança daqueles que ajudaram na anti morte. Se na ocasião o corpo estiver no frio do hospital não sentirei tanto o calor familiar, abreviará a vida. Há uma grande diferença em saber e não saber quando o corpo vale mais que a vida. Mas enquanto a gravidade não chega, vou passando, vou remando, vou fazendo o que não fazia antes, distinguido com mais exigência o certo do errado sem a perfeição e procurando adaptar-se na nova situação.


Álvaro B. Marques