SEMPRE MÃE
A Mãe foi... levando todas as
lembranças no espírito dos filhos, netos, irmãos, mãe, pai e amigos. Fiquei
como prova de sua existência, a lembrar sempre de sua meiga fisionomia do seu
sorriso largo e brejeiro, sua voz grave e sonora, sua sinceridade quase infantil.
Era muito sensível e pessoal nas suas opiniões, sujeita também a erros comuns
de qualquer pessoa. Seu espaço preferido era a cozinha do seu lar, aí ela era
soberana, qualquer elogio dos seus pratos gastronômicos fazia-lhe feliz.
Gostava muito de música e sempre estava a ouvir e cantar baixinho aquelas em
que no passado marcou-a. A Mãe foi... de encontro a outras dimensões
espirituais de lá então, ela certamente velará para nós. Tua paz é a minha paz.
DONA MENININHA
Seu jeito alegre, seu sorriso franco,
sua voz sempre grave, sua maneira de ser “despachado”. Revelava uma pessoa
ímpar na maneira de viver. Seu caráter em toda a retidão demonstrava seu modo
de ser. Amiga sincera, esse exemplo estava em Dona Menininha para os íntimos
amigos e parentes chama-la. Sensível a causas humanas, sempre pronta para
servir, sem interesse. Com braços abertos a visitas na antiga casa da Rua da
Mangueira, ela representava a hospitalidade baiana. As portas eram sempre
abertas para os amigos e parentes e a mesa farta de seus quitutes saborosos.
Faço rever essas lembranças da pessoa que foi em vida Mãe, irmã, tia, avó,
bisavó e nora. Nair Rocha Marques. São essas as qualidades peculiares de uma
pessoa simples e humilde.
NOSSA MÃE
Foi uma árvore que nasceu em solo
fértil baiano. Regado por mãos carinhosas de Alzira mãe. Cresceu alegre e
festeira. D. Menininha casou-se muito nova, jovem ainda deu cinco frutos. Com
muito sofrer também regência sua prole. No ninho de afeto e carinho.
No período de tudo difícil e
discriminatório, época da 2ª Guerra Mundial, e assim os anos passaram velozes
no afã de sua existência. Sua afabilidade fez vários amigos, com sorrisos e seu
jeito único de ser. Deixou marcas nas lembranças naqueles que ficaram; no
sorriso, na personagem, na culinária deliciosa, na severidade de suas atitudes,
na hospitalidade e no amor familiar, pessoa ímpar. Deixou também, tristezas no
período longo da doença ingrata, caminho natural da vida.
Nossa Mãe, foi... ficamos nós.
CARTA A MÃE
Querida Mãe. Parabéns
Todos os presentes do mundo são
poucos para te dar. Pois o teu valor é incalculável perante a tua bondade
infinita. Só é pago no carinho que os filhos diletos saberão te proporcionar,
mesmo ao longe, sentem que tu estás perto.
Que o nosso boníssimo Senhor, permita
mais outros anos de vida e saúde para nós filhos sentir-nos o teu abraço e
dizer Mamãe. Peço-te sua bênção. Teu filho.
Post Scripton: A carta acima é cópia
do original enviado quando a Mãe iria fazer aniversário em 12.07.1971
Batacoto.