sábado, 20 de janeiro de 2018

COLETÂNEA DA SAUDADE



 SEMPRE MÃE

A Mãe foi... levando todas as lembranças no espírito dos filhos, netos, irmãos, mãe, pai e amigos. Fiquei como prova de sua existência, a lembrar sempre de sua meiga fisionomia do seu sorriso largo e brejeiro, sua voz grave e sonora, sua sinceridade quase infantil. Era muito sensível e pessoal nas suas opiniões, sujeita também a erros comuns de qualquer pessoa. Seu espaço preferido era a cozinha do seu lar, aí ela era soberana, qualquer elogio dos seus pratos gastronômicos fazia-lhe feliz. Gostava muito de música e sempre estava a ouvir e cantar baixinho aquelas em que no passado marcou-a. A Mãe foi... de encontro a outras dimensões espirituais de lá então, ela certamente velará para  nós. Tua paz é a minha paz.
DONA MENININHA
Seu jeito alegre, seu sorriso franco, sua voz sempre grave, sua maneira de ser “despachado”. Revelava uma pessoa ímpar na maneira de viver. Seu caráter em toda a retidão demonstrava seu modo de ser. Amiga sincera, esse exemplo estava em Dona Menininha para os íntimos amigos e parentes chama-la. Sensível a causas humanas, sempre pronta para servir, sem interesse. Com braços abertos a visitas na antiga casa da Rua da Mangueira, ela representava a hospitalidade baiana. As portas eram sempre abertas para os amigos e parentes e a mesa farta de seus quitutes saborosos. Faço rever essas lembranças da pessoa que foi em vida Mãe, irmã, tia, avó, bisavó e nora. Nair Rocha Marques. São essas as qualidades peculiares de uma pessoa simples e humilde.
NOSSA MÃE
Foi uma árvore que nasceu em solo fértil baiano. Regado por mãos carinhosas de Alzira mãe. Cresceu alegre e festeira. D. Menininha casou-se muito nova, jovem ainda deu cinco frutos. Com muito sofrer também regência sua prole. No ninho de afeto e carinho.
No período de tudo difícil e discriminatório, época da 2ª Guerra Mundial, e assim os anos passaram velozes no afã de sua existência. Sua afabilidade fez vários amigos, com sorrisos e seu jeito único de ser. Deixou marcas nas lembranças naqueles que ficaram; no sorriso, na personagem, na culinária deliciosa, na severidade de suas atitudes, na hospitalidade e no amor familiar, pessoa ímpar. Deixou também, tristezas no período longo da doença ingrata, caminho natural da vida.
Nossa Mãe, foi... ficamos nós.

CARTA A MÃE
Querida Mãe. Parabéns
Todos os presentes do mundo são poucos para te dar. Pois o teu valor é incalculável perante a tua bondade infinita. Só é pago no carinho que os filhos diletos saberão te proporcionar, mesmo ao longe, sentem que tu estás perto.
Que o nosso boníssimo Senhor, permita mais outros anos de vida e saúde para nós filhos sentir-nos o teu abraço e dizer Mamãe. Peço-te sua bênção. Teu filho.
Post Scripton: A carta acima é cópia do original enviado quando a Mãe iria fazer aniversário em 12.07.1971

Batacoto.



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