O homem sempre teve a necessidade de ter um abrigo, proteção para o seu corpo e local para aguardar e armazenar seus alimentos, utensílios domésticos e de trabalhos. Como também, tudo aquilo que ele gostava e podia ter na sua morada. Foi assim que os primitivos homens da idade da pedra viram e pintaram nas pedras e paredes os animais e coisas que eles demonstraram a admiração e lembrança. Ficaram para nós, desenhos rudes nas cavernas e objetos que eles fabricaram de uso pessoais em alguns lugares dos passados milenares em nosso planeta, provando que o homem ali passou e deixou registro das suas artes.
Este sentimento o homem ainda tem, mais sofisticado e mais apaixonado. Os objetos que estão em casa são quase parentes. Eles presenciam nossa história e também guardam nossa memória. Existem pessoas que imaginam a substituição de certos objetos pessoais e terminam acumulando o desnecessário para um pequeno espaço. Maior que seja a casa sempre cabe mais um para a sua admiração, utilidade e lazer. Temem a privacidade ser invadida, cercam-se de segurança, imaginam-se prisioneiros, tudo para a proteção pessoal e material dos objetos. A liberdade é diminuída e o espaço limitado leva o homem a nova criatividade para viver com seus sentimentos ainda chamados de primitivos. O homem evoluiu, mas seus sentimentos permanecem, mesmo que não pareça verdade.
Cada vez mais o homem inventa novos objetos para dentro do seu lar e novas profissões surgem para aperfeiçoar o que foi criado e assim surgiu o Designer, que é uma profissão que projeta os artefatos e hoje existem várias especializações, de acordo com a criatividade. Como por exemplo: design de produto industrial, design de moda, design de interiores, design visual, todos eles são ligados a arte.
O termo deriva, originalmente, de designare, palavra em latim, sendo mais tarde adaptado para o inglês, design. Segundo os projetistas, a lógica seria o nome Projetista Industrial. Mas o termo inglês da a entender sofisticação, é esse o objetivo da criatividade humana.
Vivemos no mundo do consumismo desenfreado onde a lógica deixa de ser lógica e passa a ser incoerente e relevante.
A arte toma corpo no olhar criativo do artista quando ele visualiza a beleza na peça uniforme da madeira ou na pedra. A transformação é criada imediatamente e as mãos obedecem a seus impulsos. A forma, a cor e a beleza mexem com a fantasia do artista.
Em pouco espaço pode-se criar muito em beleza, armônia e formas na mais rústica aparência que seja. Não há limites para a arte humana porque ela está no sentimento mais dócil e do mais agressivo.
O homem não consegue se libertar da sua primitiva origem de ser. Renova-se às criações no universo do pensamento de crer que tudo se aproveita e tudo se renova. Inventar para auxiliar no viver e renovar na maneira de usar é habitual na vida do homem moderno.
Álvaro B. Marques
SSA, 08.07.2009
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