quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

TOLERÂNCIA E RELIGIÃO

Os registros da história mostram inúmeros exemplos de fanatismo e intolerância. Já houve lutas de uma religião contra outra e se travaram diversas guerras em nome da religião. Muitas pessoas já foram perseguidas por causa de suas convicções, e isso continua acontecendo nos dias de hoje. É difícil acreditar que ainda hoje em pleno século XXI existe Religião que manda matar e propagar leis absurdas e desumanas em nome de Deus. Religião é compartilhar ideais nobres em causas humanas em que todos os crentes possam sentir a fé. Jamais retroceder no tempo e sempre buscando o aprimoramento na Paz, compreensão e o amor acima de tudo.
Com freqüência, a intolerância é resultado do conhecimento insuficiente de um assunto. Quem vê de fora uma religião, enxerga apenas suas manifestações, e não o que elas significam para o indivíduo que professa. Nas modernas ciências da religião predomina a idéia de que a religião é um elemento independente ligado ao elemento social e ao elemento psicológico, mas que tem sua própria estrutura. Os ramos mais importantes das ciências da religião são a sociologia da religião, a filosofia da religião e a fenomenologia religiosa. Religião significa a relação entre o homem e o poder sobre-humano no qual ele acredita ou do qual se sente dependente. Essa relação se expressa em emoções especiais (confiança, medo), conceito (crença) e ações (culto e ética) – C.P. Tiele (1830-1902). A tolerância requer aceitar o que lhe parece errada na condição de bom entendimento. Conhecer o que não se conhece é uma necessidade natural do ser humano que busca na religião um lenitivo para os seus problemas sofrimentos, esperanças e em alguns casos tudo relacionado ao dia a dia. (Álvaro) Tolerância também tem seus limites. “Numa pequena cidade do interior, um deficiente físico, sem pernas, perambulava pela cidade com auxilio das duas mãos e o apoio do tronco. Durante vários meses, no seu trajeto, era assaltado por um homem que levava todo o dinheiro que ele pedia as pessoas caridosas e maltratava o infeliz com palavras obscenas. Um dia ele perdeu a paciência e matou o importunador com um tiro direto no coração. Na justiça, o aleijado foi duramente atacado, e tido como assassino cruel. O advogado, ao iniciar a defesa, falou durante dez minutos elogiando a qualidade de cada membro do júri, até que o juiz interrompeu: Se o senhor não iniciar a defesa, não permitirei que prossiga. Sabiamente, o advogado respondeu:- Meritíssimo, se o senhor não agüentou dez minutos de elogios, imagine a situação do réu que suportou por vários meses ser roubado e insultado... Nestes casos, pode valer o provérbio: “Não seja intolerante a menos que você se confronte com a intolerância”. (Artigos Relacionados “O Limite e a Tolerância”R.Lacaz-Ruiz) A tolerância não é liberdade é diferencial no comportamento humano. “Compreender cada um como é, acaba sendo o melhor modo de interagir”. Mesmo assim, é difícil, nem todos pensam iguais. “Aprender a tolerar os outros é reconhecer que o mundo é vasto para permitir a coexistência de alternativas”. Voltaire evidência que a tolerância não é aceitar tudo que se encontra pelo mundo, mas sim o ato de respeitar. Se o ser humano vir que todos são cheios de defeitos, erros e tolices, e reconhecer que o erro é natural a todos e que todos são iguais, será mais fácil existir o perdão mutuamente. “O homem insiste em promover a discórdia, que é de fato cruel e flagela a humanidade. Mas pode-se ver que, se o ser humano se tornar mais tolerante nas relações sociais, culturais, intelectuais e outras, viverás melhor e em harmonia". "A crença ainda é a fonte perene e inexgotável que mitiga a sede humana, e a constante inspiração dos que buscam o ideal da sublime visão"- Referências: Artigos na Internet – Tolerância ou Intolerância: Uma Reflexão a Partir de Voltaire. Autor: Júlio César Ferreira Blogs. O Limite e a Tolerância – de R.Lacaz-Ruiz Blog: Tolerância e Intolerância – de P.MOURA. Livro da Rev. Trimestral do Inst.Geo.eHist. da Ba. nº13 ano 1837 pág.324 - Pesq. Álvaro B. Marques. 01.01.2012 - SSA

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