terça-feira, 25 de maio de 2010

CENA DE NOIVADO

Eu pensei que não ia mais vê está cena. Estava nas lembranças do passado. Mas me enganei. Ontem à noite, fui a comemoração de noivado e os convidados não passaram dos familiares dos noivos. Todos alegres, muitos sorrisos e lágrimas vindo de ambas familias. Demonstrações de confraternidade, união, amor e muita esperança em aumentar os membros dessas famílias.
O noivo pediu silêncio, no apartamento cheio de vozes alegres. Deu início a fala do noivo meia baixa, porém firme, sério, com voz pousada, refletia o nervosísmo do jovem, no ato que causou-me admiração e lembranças de outros no passado não muito distante. Agradeceu a todos os presentes, falou do amor que sentia pela noiva(eles estavam abraçados) e a sua felicidade estava no rosto já molhado de lágrimas. Eu bem sabia o que era, pós momentos antes, eu lhe perguntei: Teu sorriso é de felicidade e ele respondeu:"sempre estarei assim". Era a felicidade personificada no rosto belo e sereno do felizardo.
Seus pais, no momento da fala do filho não tiraram os olhos dele e as lágrimas também confirmaram as suas palavras. A emoção era contagiante. Ao terminar as palavras, o noivo foi evasionado e abraços e beijos dos familiares. Pediu-se outro silêncio e a voz da noiva foi clara ao ler uma carta cheia de palavras sinceras de amor que ele tinha-lhe entregue no dia do seu aniversário. Coisa bela de ser auvida, novamente. Ao terminar, abraços e mais beijos selaram um pacto emocionante. Palmas e algazarras fizeram os convidadops.
Depois falou o pai da noiva, com muita emoção e engasgado. Em seguir o pai do noivo também deu a sua parcela de palavras sinceras. Abriu-se a champanha e os brindes foram feitos com muito sorriso e desejos de continuidade da felicidade presente.
Eu no canto da sala, limitei a sorrir e a comentar comigo mesmo a cena presente: Que fato inusitado estou vendo; os noivos entrelaçados felizes. Ele pedindo a ela em casamento ao pais, coisa rara, hoje. Porque só ouço casais "juntando os trapinhos" e nem pensar em casar e muito menos fazer discurso de noivado em pedido de união. Hoje tornou-se comun namorados dormirem juntos nas casas dos pais. E os pais aceitando o que na sua época não podia. Antecipam o que era censurado e terminam como se fossem "descartáveis", é lamentável a perda de valores e a personalidade comprometida. Por esses motivos, eu fiquei admirado em ver que ainda existem familias que conservam os valores nobres da união familar. Parabéns, Leonardo e Milena, que essa união seja duradoura e que Deus possa abençoar essa felicidade até o fim das suas vidas.
Tio Álvaro.

Nota do autor:
Após dois meses o noivado foi desfeito, violento e confuso. Familias separadas e grande decepção para os noivos. 


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