As lembranças nos obrigam a eternizar uma pessoa, viva ou morta. Cada uma na sua maneira de referência. Principalmente quando se trata de pessoa querida, torna-se inesquecível.
Para que tenhamos bem perto de nós, colocamos teu retrato na moldura, perpetuando-se a imagem, dando convivência, familiar.
Quando perenizamos um falecido, também tomamos essa atitude, tão natural do ser humano. È uma confirmação, compreensível de um desejo do vivo em não querer esquecer o morto. Porém, existem pessoas que não aceitam a morte, chegam a fantasiar o morto
O Retrato nem sempre é a cópia do original, isso nos faz crer que a verdadeira imagem fica armazenado em nossa memória; as coisas, os fatos, os lugares etc... Tudo isso vai ficar no passado, mas O retrato sempre ficará no presente.
Leia-se o que diz esse poema:
Que afeição é está, meu Deus !
De dia tenho na lembrança
De noite sonho com a imagem.
È um tortura, meu Deus!...
Peço-te, apagar as lembranças.
E devolver meu sono.
Já que eu não posso tê-la
Melhor esquecer do que
Lembrar no sofrer.
Álvaro B.Marques
SSA, 13.07.2006.
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