terça-feira, 25 de maio de 2010

O MENINO

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Com sua peraltice corriqueira
e a calça curta a cair
Vai subindo na mangueira
o feliz acrobata a sorrir.
Passando alguns minutos
volta com proeza
Na mão manga rosa provado
e o olhar ávido de desejo satisfeito
Passa alegre e saltitante
com o seu calção sujo e desajeitado
os pés descalços e o rosto lambuzado
Vai o felizardo com o prêmio merecido.
É uma das facetas que qualquer criança, menino ou menina têm vontade de fazer. São atitudes normais do comportamento, reações da idade que a criança sente feliz com o gesto de liberdade.
Aquelas crianças que moram em cidades grandes, nas quais não há mais árvores frutíferas, sonham com o feito acima. Principalmente os que residem em apartamentos, são confinados a viverem em volta de prédios e a aceitar o lazer no menor espaço possível. É o que está acontecendo hoje. Já não mais se vê crianças criando suas brincadeiras ou fantasias. As brincadeiras aparecem prontas para serem compradas nas lojas, nos supermercados, nos shoppings e nas TVs que invadem as casas com vários programas tentadores. Passando para as crianças imagens o que nem sempre dentro do seu lar pode ser oferecido.
Construindo um mundo de consumo desenfreado, fácil e rápido de ser substituído por outro.
O computador, essa é a nova brincadeira da atual geração de jovens, não só trazem benefícios para a sociedade, como também grandes males. Quantos jovens entre a faixa de 16 a 20 anos são verdadeiros astronautas da computação. Chegam a ponto de invadirem a privacidade alheia e a ter acesso à conta bancária e senha... Só para brincar de roubar. Não citando outros crimes figurados pela Internet.
Criou-se um novo professor cibernético, para o bem e para o mal. As brincadeiras do adolescente não são mais consideradas de fundo infantis. Copiaram e construíram máquinas importadas com programas básicos de violência e as armas como brinquedos.
Cabe ao pai, recordar da sua infância e ensinar ao filho as brincadeiras do seu tempo. Porque só assim não se perde a ingenuidade por algum período, mesmo sabendo que por um fio se mantém a infância da adolescência e pode partir sem perceber. Devemos sim, acompanhar o progresso da humanidade, mas não podemos sacrificar o que tem de mais puro dentro da criança. O berço ainda é o melhor.
Preservar é preciso.
Álvaro B. Marques
SSA, abril de 2006

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