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No colo e no berço
No balanço querido
Faz da criança o sono vencido
A criança que foi
No choro e na graça
Do riso constante
No desabrochar da vida
Começa então
O corpo a crescer
O choro e a graça
Tão pouco se vê
Já feito adulto
Esquece depressa
A fase passada
E o jeito que era
Idoso que ficas
Só faz recordar
O que fez e o que não fez
E a fonte que és
De vasto saber
Começa a secar
No outono da vida.
Álvaro B.Marques
SSA,26.08.02
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