Mãos que fizeram-me nascer e despertar no primeiro choro e o primeiro banho.
Mãos que deram-me o primeiro alimento.
Mãos que seguraram meu corpo e embalou-me para dormir.
Mãos que ajudaram-me a segurar à mamadeira, a chupeta e os brinquedos.
Mãos que vestiram-me e guiaram-me nos primeiros passos.
Mãos que mostraram-me como fazer o sinal da cruz, rezar a Ave-Maria e com as mãos postas pedi a Deus por todos nós.
Essas mãos já não mais existem.
Ficaram as mãos que constroem, matam, condenam e absorvem com as letras.
Mãos que acariciam e faz plantar na terra o alimento do amanhã.
Mãos que vão de encontro a outras mãos, no gesto universal, no abraço, na dúvida e na certeza de ser amigo.
Não sendo pouco, tudo isso, as mãos são fundamentais para os exercícios do dia a dia em movimentos constantes de sobreviver.
Mãos que fazem parte de um complexo corpo humano que o Criador fez para aperfeiçoar sua obra.
Mãos que fazem falta quando não temos e quando temos não damos a superior importância.
Mão que abençoa no gesto de Fé em Deus nas alturas e no ar desenha a cruz da esperança.
Álvaro B. Marques
SSA, 17.09.2008
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