terça-feira, 25 de maio de 2010

O SILÊNCIO

Eu fiz matar a tristeza no tempo que durou minha vida.

Fiz da alegria um escudo para não sentir tristeza.

Sorria para tudo na vida, cantava para todos ouvirem.

Dançava com todas as músicas.

Era a alegria em pessoa há viver a vida.

A morte veio sem aviso só para dizer adeus à vida.

A morte encerra tudo, o orgulho e a vaidade humana.

Acompanha o corpo inerte para a terra fria do sepulcro eterno.

Quatro pessoas em revezamento seguram a alça do caixão

Na medida em que o peso do corpo faz cansar.

Vão pensando em silêncio o triste fim do defunto.

Restam as lembranças para aqueles que ficaram lamentando ou rindo dos feitos do morto.

Se as ações foram boas, meritórios, sempre serão comentadas e se não foram logo, logo

Cairão no esquecimento.

São dois paralelos a vida e a morte; um nascido por uma concepção normal

E o outro falecido por uma situação circunstancial.

Se o nascer é uma alegria e a morte renascer, para que tantos motivos à vida fazem os porquês.

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Álvaro B. Marques

SSA. 05.2005

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