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O ser humano é o único na escala animal que se adapta a qualquer modo de viver; se acostuma a vários climas, nos lugares mais inóspitos, nos reversos da vida, na adversidade e no aceite de uma nova idéia, tanto faz para ele que seja certa ou errada. É motivado por sentimentos diversos, podendo lhe acarretar alegrias ou tristezas, mesmo que seja só por uns momentos.
O homem renega seu próprio ser. Para conseguir seus objetivos ele é capaz de matar e destruir seus semelhantes. Esquece que outros que dependem dele possam viver.
O homem sabe rir, chorar, amar, só não sabe é ser feliz dentro de sua concepção de viver.
O homem vê o mundo como incógnita pensa o que será do amanhã? Por isso faz com muita pressa atropelos e desilusões, ego de sua existência.
É tão estranho que não sabe nem exercer qual a melhor maneira de viver. Questiona, cria teorias e formas, beirando a sonhos, regras impossíveis de serem praticadas dentro do sistema global, individual. Principalmente aos mais humildes, onde existe a maior carência, a distância é enorme entre as classes sociais, situação criada pelo homem na sociedade, motivada pela sua ânsia de poder. A coerência que se apresenta nas classes sociais torna-se fantasia, utopia. O homem insiste em mantê-las, erros incorrigíveis do bem-estar daqueles mais afortunados pela vida.
O homem sempre foi citado por grandes filósofos e profetas na História Universal, suas filosofias foram muitas e pouco compreendidas. Até manuais de comportamentos foram editados por filósofos contemporâneos. Mas em nenhum deles o homem seguiu e segue conselhos ao pé da letra. Tentam chegar perto do perfeito modo de viver, através das religiões, mas são confundidos com os seus interesses pessoais.
O que nos resta? Se a nossa consciência está em turbilhões de dúvidas! Viver como querem que vivemos? Viver como nós queremos? Ou viver simplesmente, por achar que vale apenas viver? Ainda não temos respostas aceitáveis.
Si nascemos é porque foi dada uma oportunidade de vida. Devemos aproveitar o máximo, é única.
Sabemos que vivemos com a coexistência da vida e da morte. Sendo assim, o homem tem urgências de solucionar questões humanas, viver melhor é prioridade na sua existência. Persiste em encontrar, mesmo que só apareça na velhice, será uma vitória em querer viver melhor.
Álvaro Bento Marques
Salvador (BA), 26/6/2005
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