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Um amigo pergunta como eu estou passando e eu respondo:
Continuo a ler muito, principalmente os livros antigos, mas não deixo de ler os mais novos para acompanhar o futuro. Vivo para viver e escrevo reflexões para me sentir útil ainda com vida. Alguém vai compreender as minhas palavras e vão sentir conforto. Transmito sentimentos, motivado por meu estado emocional do momento.
Não lamento a doença, ela é inevitável porque tenho vida. Não sou feliz, nunca fui, si um dia for é porque nunca lamentei. Não sofro e nem procuro sofrer porque só em viver já diz sofrer. Amo tudo que é simples amar e faço tudo para não sofrer de amor.Isso não é poesia, é o meu modo de viver, sinceramente. Eu aprendo continuamente a viver, a amar e a não julgar o que não sei.
Não sou perfeito, não aprendi a ser porque a vida não me ensinou. Tenho plena consciência de que sou matéria, sujeito a decomposição em qualquer momento. Por isso faço observações do meu interior, bem intimo, na certeza que tenho espiritualidade. É com essa crença que caminho na procura das respostas que meu subconsciente analisa no silêncio da mente. Não peço a Deus o que me falta, mas rogo a Deus que jamais eu possa esquecê-lo.
Estou passando dos sessenta e tenho plena consciência do que posso e não posso. Mas não tenho saudade da juventude período que tive o que hoje me falta. Não tive muito para guardar um pouco que serviria para hoje ter. Questiono tudo que eu acho que estar errado para não fazer os mesmos erros e não peço a ninguém para fazer o certo.Há um adágio que diz: " A criança eu dou, ao adulto eu cobro e ao velho eu peço" com esse saber eu vivo melhor sem exigir muito das pessoas a quem eu faço sem medir o merecer.
De: Álvaro
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